Tecnologia
AAC
O AAC segue as normas MPEG-2 Audio Part 7 e MPEG-4 Audio Part 3, deste modo também se pode chamar ao AAC, MPEG-4 AAC e usa o tipo de compressão lossy. O AAC surge na continuação do sucesso do MPEG 1/2 Áudio Layer 3, como uma das tecnologias mais versáteis no mundo do áudio, combinando uma excelente eficiência de código, com uma melhor qualidade suportando até 48 canais. Assim, o AAC é um codec ideal para um ritmo binário baixo. O AAC ao contrário do mp3 utiliza uma frequência de amostragem entre 8 e 96 kHz, e tem uma boa qualidade com um ritmo binário de 64 kbit/s.[2]
O diagrama de blocos que elucida o funcionamento MPEG-2 AAC é apresentado na figura 11.
Figura 11 – Diagrama de blocos de um codificador de AAC [6]
A estrutura do AAC contém:
§ Um banco de filtros, que é a transformada discreta modificada de coseno (MDCT), que comprime tendo em conta um modelo matemático do sistema auditivo humano;
§ O TNS (Temporal Noise Shaping) onde se melhora de uma forma drástica o ruído no domínio do tempo, recorrendo a uma camuflagem. Obtêm-se desta maneira uma boa qualidade do sinal de áudio e ritmos binários mais baixos;
§ Um modelo de predição, que tem como alvo prever o que vai acontecer nesse bloco suportando-se nos coeficientes de frequência anteriormente recebidos, para deste modo aumentar-se a redundância;
§ O “intensity coupling” é um bloco não obrigatório, uma vez que é usado na grande maioria das vezes para ritmos um pouco mais baixos, tem como funcionalidade remover alguma da informação espacial que possa existir;
§ Um bloco que decide se o sinal áudio vai ser convertido em modo Left/right, sinal stereo, ou se fica no modo midle side, mono. Isto pode trazer algumas diferenças, pois o mascaramento do sinal stereo é bem menos eficiente em virtude de uma melhor qualidade do som;
§ Uma requantificação, onde são desprezados os dados não necessários à codificação. Aqui os coeficientes que ficaram na mesma janela, aquando escolhidos pelo módulo de codificação preditiva, são multiplicados pelos mesmos factores;
O AAC continua a possuir o modelo de quantificação não linear do mp3, ou seja, tem-se a codificação de Huffman que inicia um processo iterativo de maneira a diminuir o ritmo binário e a ter-se uma boa razão de compressão.
O AAC ainda possui as suas sub famílias das quais se destacam as seguintes:
· MPEG-4 Audio HE-AAC (High Efficiency AAC)
Esta norma também é conhecida por AAC plus, pertence a família dos codecs com ritmo binário baixo, surge da combinação com o SBR. Providência um sinal stereo de boa qualidade de 32 kbit/s a 48 kbit/s.[11]
· MPEG-4 Audio HE-AAC V2
Como se pode observar na Figura 12, este codec surge numa parceria com o Parametric Stereo, dando a possibilidade de uma boa qualidade de áudio apenas com um ritmo de 16 kbit/s.[11]
Figura 12 – Sub-famílias do AAC [7]
· MPEG-4 Audio AAC Low delay
Corresponde a um algoritmo de atraso no máximo de 20 ms que fornece um ritmo binário de 64kbit/s para cada canal, é obrigado a suportar uma boa qualidade do áudio, quer ele seja unicamente voz, ou qualquer tipo de música. É uma excelente ferramenta para comunicações nos dois sentidos, como a vídeo telefonia, funciona como uma ponte entre os códigos que suportam unicamente a voz e os que suportam codificação de mais alto nível. O AAC-LD tem as suas raízes no formato MPEG-2 AAC.[11]
· HD-AAC
É um codec relativamente próximo da verdadeira compressão lossless, é útil para preservar os seus conteúdos inalterados, ou para aplicações profissionais. É baseado no MPEG-4 scalable lossless coding (SLC).[11]