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ARTIGO DE DIVULGAÇÃO MEO


O serviço de IPTV oferecido pelo MEO baseia-se num produto da
Microsoft denominado por Microsoft Mediaroom
[7].
O MEO está organizado em vários subsistemas, cada um dos quais
responsável por proporcionar ao cliente um conjunto de funcionalidades que
pretendem enriquecer a sua experiência de utilização e conferindo-lhe um
carácter fortemente interactivo.
Foram em grande parte as funcionalidades seguidamente
descritas que vieram revolucionar o conceito de televisão que existia,
permitindo aos utilizadores/clientes personalizar a seu gosto o seu schedule televisivo, não estando estes dependentes dos
horários pré-estabelecidos pelos canais para a exibição dos programas.
Foram também estas funcionalidades que estiveram na génese do
famoso slogan “Meo: O comando é meu.” que, pretende transmitir a ideia de poder
de escolha e de interactividade com o cliente.
O Live TV é o subsistema que permite a difusão de canais de
televisão para os assinantes. Este sistema possui uma grande variedade de novas
funcionalidade entre as quais se encontram:
·
Instant Channel Change (ICC)
·
Time shifted TV
·
Interface
de utilizador multi-línguas (Português - Inglês)
·
Som
surround
·
Legendas
Estas funcionalidades são asseguradas pelo conjunto de D-Servers existentes no Video Hub Office.
Estes servidores formam o designado Live TV Delivery Subsystem,
daí a designação D-Servers.
Por outro lado existe também o Live TV
Acquisition Subsystem formado pelos A-Servers existentes
no Super Hub Office. Existe também
adicionalmente um A-Controller e uma Base de Dados
cada um destes com as suas respectivas funções [9]:
Ø A-Server
·
Recebe o vídeo e o
conteúdo PiP (Picture in Picture) codificado em
H.264 em formato MPEG 2 TS (Transport Stream)
·
Cifra o conteúdo PiP e o
vídeo usando chaves de segurança
·
Encapsula os dados
cifrados em pacotes RTP (Real Time Protocol)
·
Envia estes pacotes via multicast para as Set-Top Boxes
dos assinantes
Ø A-Controller
·
Designa para cada canal de
televisão um A-Server responsável.
·
Gera as chaves de
segurança
Ø A-Database
·
Armazena as chaves de
segurança
·
Armazena as configurações
dos A-Servers
A Figura 7 apresenta uma representação esquemática de todo o processo de
aquisição do sinal de satélite.
Figura 7 - Cadeia de aquisição do sinal
de televisão
A difusão dos pacotes RTP na rede é feita através de
datagramas UDP encapsulados em pacotes IP com um endereço multicast
(ver Figura 8).
Figura 8 - Estrutura dos pacotes
multicast de IPTV
É importante referir a introdução de 2 time stamps
distintos nos pacotes MPEG 2 TS:
·
Presentation
Time Stamp - Indica
o instante no qual o conteúdo vídeo presente no pacote deve ser apresentado no
televisor do cliente.
·
Decode
Time Stamp – indica o momento no qual o conteúdo vídeo deve ser
removido do buffer de recepção e descodificado. Este time stamp
difere do presentation time stamp quando é
utilizada reordenação das imagens na recepção, o que neste caso é válido.
As técnicas tradicionais de streaming
de vídeo através da internet envolvem a utilização de atraso para minimizar os
problemas de play-out buffering. No entanto,
quando um telespectador muda de canal, é importante minimizar a latência desta
operação. Para tal foi desenvolvida uma técnica específica designada por Instant Channel Change (ICC), a qual, em Portugal, se
encontra disponível apenas na solução MEO IPTV.
Esta técnica consegue reduzir a latência através da
utilização de um canal unicast
separado, e sobreposto à emissão televisiva, entre o D-Server
e a set top box de cliente, sempre que este
pretende mudar de canal (ver Figura 9). Esta é, como mencionado
no início desta secção uma das funcionalidades cuja responsabilidade recai
sobre os D-Servers.
Figura 9 - Ilustração da utilização da técnica Instant Channel Change
Como já foi referido, os pacotes RTP são transmitidos sobre
UDP, que é um protocolo não confiável. No âmbito do IPTV, a perda de pacotes ou
a recepção de pacotes com erros (devido ao meio físico de suporte – cobre)
revela-se prejudicial à qualidade de sinal de TV. Devido a esta situação, os D-Servers são também responsáveis pela retransmissão de
pacotes UDP perdidos ou com erros.
Esta técnica designa-se por Reliable UDP
e revela-se de extrema importância quando os pacotes perdidos envolvem tramas Intra (I) dado que, a perda de uma destas tramas implica que
as tramas B e P que se seguem fiquem inutilizáveis (ver Figura 10 e Figura 11).
Figura 10 - Ilustração da utilização da
técnica Reliable UDP
Figura 11 - Cadeia de tramas utilizada na
transmissão do vídeo
Uma das funcionalidades mais apetecíveis para os assinantes do
serviço MEO é sem dúvida o Video-on-Demand. O Video-on-Demand consiste num
serviço de Videoclube (aluguer de filmes) por um período fixo de tempo durante
o qual o utilizador pode ver o filme sempre que o desejar (no caso do MEO este
período é de 24 h).
Naturalmente por detrás deste conceito aparentemente simples,
está toda a tecnologia que o concretiza. Para tal existe o VoD Delivery
Subsystem (formado pelos V-Servers
existentes no Video Hub Office) e o VoD Acquisition Subsystem ou VoD Backend.
O VoD Backend é
composto por três elementos fundamentais, cada um com as suas funções:
Ø VoD Controller/Importer
·
Valida os conteúdos VoD
·
Gera as chaves de
segurança
·
Copia os filmes preparados
para os V-Servers durante o período OFFLINE
Ø VoD Creator
·
Gera as streams de trick (para os
modos de pausa, fast forward, fast rewind,...) e PiP
·
Cifra o filme, o trailer e as trick streams
com as chaves de segurança.
·
Encapsula todas as streams em RTP
Ø VoD Database
·
Armazena as chaves de
segurança
·
Armazena as configurações
dos Vod-Creators
Por seu lado, os V-Servers têm
como função o envio, em modo unicast, do
conteúdo audiovisual para o cliente que alugou o respectivo filme. Todo este
processo está genericamente ilustrado na Figura 12.
Figura
12 - Funcionalidade
de Video-on-Demand
5.3.
Electronic Program Guide (EPG)
Ainda antes do aparecimento do IPTV já existiam os Electronic Program Guides que, não são mais que guias
digitais de programação para televisão ou rádio.
Tipicamente estes guias possuem funções que permitem ao
utilizador navegar, seleccionar e descobrir conteúdos utilizando diversos tipos
de meta-dados como horário de exibição, género, titulo ou canal em que o
conteúdo será exibido.
Naturalmente, esta é uma vertente interactiva essencial para
uma experiência de IPTV completa e, está também presente no serviço MEO (ver Figura 13). A principal característica do serviço MEO é a forte integração
do EPG com um conjunto de funcionalidades associadas à gravação e visualização
de TV (e.g. PiP integrado na janela de EPG).
Figura
13 - EPG do MEO
A funcionalidade de Digital Video Recording,
suportada pelas set-top box com disco rígido
instaladas em casa dos clientes, oferece aos assinantes do MEO a possibilidade
de gravar, para posterior visualização. Este tipo de funcionalidade tem vindo a
ter enorme aceitação a nível global, como é prova o sistema TiVo [10] nos Estados
Unidos.
Esta gravação é baseada no EPG e está disponível
em 4 modos distintos:
·
Manual – que permite ao utilizador
gravar o programa que assiste no momento da gravação;
·
Agendada para uma vez -
modo em que o utilizador selecciona através do EPG o programa que pretende
gravar (ideal para filmes)
·
Agendada para programas
identificados como Séries – modo em que todos os episódios de uma mesma série
são automaticamente gravados na set-top box
·
Multi-Stream
DVR – que permite ao utilizador
gravar múltiplos canais simultaneamente.
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Artigo de Divulgação – MEO
Comunicação Áudio e Vídeo,
Maio de 2009
Autores:
Filipe Costa 57434
João Alveirinho 57455