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ARTIGO DE DIVULGAÇÃO

MEO

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


                                                                                           

Rounded Rectangle: 1. Introdução
                Rounded Rectangle: 2. IPTV em Portugal e no Mundo
                Rounded Rectangle: 3. Triple Play
                Rounded Rectangle: 4. Arquitectura geral MEO

 

Rounded Rectangle: Referências
Rounded Rectangle: 5. Funcionalidades MEO e tecnologias associadas                Rounded Rectangle: 6. Mercado e concorrência                 Rounded Rectangle: 7. Novos desafios MEO                Rounded Rectangle: 8. Considerações finais

 

 

 

5. Funcionalidades meo e tecnologias Associadas

O serviço de IPTV oferecido pelo MEO baseia-se num produto da Microsoft denominado por Microsoft Mediaroom [7].

O MEO está organizado em vários subsistemas, cada um dos quais responsável por proporcionar ao cliente um conjunto de funcionalidades que pretendem enriquecer a sua experiência de utilização e conferindo-lhe um carácter fortemente interactivo.

Foram em grande parte as funcionalidades seguidamente descritas que vieram revolucionar o conceito de televisão que existia, permitindo aos utilizadores/clientes personalizar a seu gosto o seu schedule televisivo, não estando estes dependentes dos horários pré-estabelecidos pelos canais para a exibição dos programas.

Foram também estas funcionalidades que estiveram na génese do famoso slogan “Meo: O comando é meu.” que, pretende transmitir a ideia de poder de escolha e de interactividade com o cliente.

5.1. Live TV

O Live TV é o subsistema que permite a difusão de canais de televisão para os assinantes. Este sistema possui uma grande variedade de novas funcionalidade entre as quais se encontram:

·                     Instant Channel Change (ICC)

·                     Time shifted TV

·                     Interface de utilizador multi-línguas (Português - Inglês)

·                     Som surround

·                     Legendas

 

Estas funcionalidades são asseguradas pelo conjunto de D-Servers existentes no Video Hub Office. Estes servidores formam o designado Live TV Delivery Subsystem, daí a designação D-Servers.

Por outro lado existe também o Live TV Acquisition Subsystem formado pelos A-Servers existentes no Super Hub Office. Existe também adicionalmente um A-Controller e uma Base de Dados cada um destes com as suas respectivas funções [9]:

Ø    A-Server

·           Recebe o vídeo e o conteúdo PiP (Picture in Picture) codificado em H.264 em formato MPEG 2 TS (Transport Stream)

·           Cifra o conteúdo PiP e o vídeo usando chaves de segurança

·           Encapsula os dados cifrados em pacotes RTP (Real Time Protocol)

·           Envia estes pacotes via multicast para as Set-Top Boxes dos assinantes

Ø    A-Controller

·          Designa para cada canal de televisão um A-Server responsável.

·          Gera as chaves de segurança

Ø    A-Database

·          Armazena as chaves de segurança

·          Armazena as configurações dos A-Servers

 

A Figura 7 apresenta uma representação esquemática de todo o processo de aquisição do sinal de satélite.

 

Figura 7 - Cadeia de aquisição do sinal de televisão

 

A difusão dos pacotes RTP na rede é feita através de datagramas UDP encapsulados em pacotes IP com um endereço multicast (ver Figura 8).

 

Figura 8 - Estrutura dos pacotes multicast de IPTV

 

É importante referir a introdução de 2 time stamps distintos nos pacotes MPEG 2 TS:

·                Presentation Time Stamp - Indica o instante no qual o conteúdo vídeo presente no pacote deve ser apresentado no televisor do cliente.

·                Decode Time Stamp­ – indica o momento no qual o conteúdo vídeo deve ser removido do buffer de recepção e descodificado. Este time stamp difere do presentation time stamp quando é utilizada reordenação das imagens na recepção, o que neste caso é válido.

 

5.1.1. Instant Channel Change e Reliable UDP

As técnicas tradicionais de streaming de vídeo através da internet envolvem a utilização de atraso para minimizar os problemas de play-out buffering. No entanto, quando um telespectador muda de canal, é importante minimizar a latência desta operação. Para tal foi desenvolvida uma técnica específica designada por Instant Channel Change (ICC), a qual, em Portugal, se encontra disponível apenas na solução MEO IPTV.

Esta técnica consegue reduzir a latência através da utilização de um canal unicast separado, e sobreposto à emissão televisiva, entre o D-Server e a set top box de cliente, sempre que este pretende mudar de canal (ver Figura 9). Esta é, como mencionado no início desta secção uma das funcionalidades cuja responsabilidade recai sobre os D-Servers.

 

Figura 9 - Ilustração da utilização da técnica Instant Channel Change

 

Como já foi referido, os pacotes RTP são transmitidos sobre UDP, que é um protocolo não confiável. No âmbito do IPTV, a perda de pacotes ou a recepção de pacotes com erros (devido ao meio físico de suporte – cobre) revela-se prejudicial à qualidade de sinal de TV. Devido a esta situação, os D-Servers são também responsáveis pela retransmissão de pacotes UDP perdidos ou com erros.

Esta técnica designa-se por Reliable UDP e revela-se de extrema importância quando os pacotes perdidos envolvem tramas Intra (I) dado que, a perda de uma destas tramas implica que as tramas B e P que se seguem fiquem inutilizáveis (ver Figura 10 e Figura 11).

 

Figura 10 - Ilustração da utilização da técnica Reliable UDP

Figura 11 - Cadeia de tramas utilizada na transmissão do vídeo

5.2. Video-On-Demand

Uma das funcionalidades mais apetecíveis para os assinantes do serviço MEO é sem dúvida o Video-on-Demand. O Video-on-Demand consiste num serviço de Videoclube (aluguer de filmes) por um período fixo de tempo durante o qual o utilizador pode ver o filme sempre que o desejar (no caso do MEO este período é de 24 h).

Naturalmente por detrás deste conceito aparentemente simples, está toda a tecnologia que o concretiza. Para tal existe o VoD Delivery Subsystem (formado pelos V-Servers existentes no Video Hub Office) e o VoD Acquisition Subsystem ou VoD Backend.

O VoD Backend é composto por três elementos fundamentais, cada um com as suas funções:

 

Ø  VoD Controller/Importer

·           Valida os conteúdos VoD

·           Gera as chaves de segurança

·           Copia os filmes preparados para os V-Servers durante o período OFFLINE

Ø  VoD Creator

·           Gera as streams de trick (para os modos de pausa, fast forward, fast rewind,...) e PiP

·           Cifra o filme, o trailer e as trick streams com as chaves de segurança.

·           Encapsula todas as streams em RTP

Ø  VoD Database

·           Armazena as chaves de segurança

·           Armazena as configurações dos Vod-Creators

 

Por seu lado, os V-Servers têm como função o envio, em modo unicast, do conteúdo audiovisual para o cliente que alugou o respectivo filme. Todo este processo está genericamente ilustrado na Figura 12.

 

Figura 12 - Funcionalidade de Video-on-Demand

 

5.3. Electronic Program Guide (EPG)

Ainda antes do aparecimento do IPTV já existiam os Electronic Program Guides que, não são mais que guias digitais de programação para televisão ou rádio.

Tipicamente estes guias possuem funções que permitem ao utilizador navegar, seleccionar e descobrir conteúdos utilizando diversos tipos de meta-dados como horário de exibição, género, titulo ou canal em que o conteúdo será exibido.

Naturalmente, esta é uma vertente interactiva essencial para uma experiência de IPTV completa e, está também presente no serviço MEO (ver Figura 13). A principal característica do serviço MEO é a forte integração do EPG com um conjunto de funcionalidades associadas à gravação e visualização de TV (e.g. PiP integrado na janela de EPG).

Figura 13 - EPG do MEO

 

5.4. Digital Video Recording

A funcionalidade de Digital Video Recording, suportada pelas set-top box com disco rígido instaladas em casa dos clientes, oferece aos assinantes do MEO a possibilidade de gravar, para posterior visualização. Este tipo de funcionalidade tem vindo a ter enorme aceitação a nível global, como é prova o sistema TiVo [10] nos Estados Unidos.

      Esta gravação é baseada no EPG e está disponível em 4 modos distintos:

·               Manual – que permite ao utilizador gravar o programa que assiste no momento da gravação;

·               Agendada para uma vez - modo em que o utilizador selecciona através do EPG o programa que pretende gravar (ideal para filmes)

·               Agendada para programas identificados como Séries – modo em que todos os episódios de uma mesma série são automaticamente gravados na set-top box

·               Multi-Stream DVR – que permite ao utilizador gravar múltiplos canais simultaneamente.

 

5.5. Outras Funcionalidades

Um conjunto adicional de funcionalidades encontra-se ainda integrado no MEO, tornando este produto altamente apelativo. De entre outras podem ser salientadas a integração com serviços de portal web (SAPO), auto-provisão de serviço e subscrição de canais/pacotes, serviços de walled-garden, jogos, e ambiente dedicado às camadas mais jovens (MEO Kids).

Estas funcionalidades do serviço MEO tiram partido da principal característica dos serviços IPTV, ou seja o facto de estes serviços, serem serviços de televisão digital fornecidos por operadores de rede que utilizam  uma ligação de banda larga e o protocolo IP para distribuir os sinais de televisão.

 

 

 


Artigo de Divulgação – MEO

Comunicação Áudio e Vídeo, Maio de 2009

 

Autores:

Filipe Costa 57434

João Alveirinho 57455