ARQUITECTURA USUAL DA TV-3d
O ser humano é dotado de visão binocular, que possibilita a percepção da envolvente de duas formas bastante semelhantes, permite ao cérebro fundir as duas vistas, comparar as diferenças e calcular distâncias, criando assim percepção de profundidade. De certa forma o desafio da TV 3D é fazer com que o espectador tenha visão binocular sobre os conteúdos, ou seja fazer com que quando uma pessoa olha para uma televisão, os seus olhos não vejam uma imagem mas sim duas, bastante semelhantes mas de ângulos ligeiramente diferentes [4].
Como forma de criar essa ilusão existem dois tipos principais de tecnologias 3D, auto-estereoscópico e estereoscópico

Figura 2 - Ecrã auto-estereoscópico com 9 ângulos de visão.
Auto-estereoscópico – não é preciso óculos, usa-se uma lente lenticular (convexa dos dois lados), ou uma barreira “parallax” em frente ao monitor, obrigando o utilizador a visualizar diferentes imagens em cada olho (como se observa na Figura 2). No entanto tem um ângulo de visualização bastante reduzido, tem resoluções mais baixas e pode causar náuseas e fatiga ocular.
Estereoscópico - Para este tipo de tecnologia são precisos óculos para separar as imagens que são vistas pelo olho esquerdo e direito.
Nesta tecnologia existem três tipos diferentes de óculos, ver Figura 3 – Óculos 3D, que dependem directamente da forma como o televisor apresenta as imagens.

Figura 3 – Tipos de óculos 3D [1].
No presente artigo falar-se-á do 3D independentemente da tecnologia 3D usada para a visualização, pois as ferramentas utilizadas em qualquer uma funcionarão de forma semelhante.
A arquitectura usual da TV-3D é idêntica à apresentada na seguinte figura.

Figura 4 - Arquitectura do 3D utilizada no H.264/AVC
Inicialmente as vistas chegam ao codificador, onde são explorados diversos tipos de redundâncias, sendo depois enviadas por um canal de transmissão, sendo descodificadas pelos diferentes tipos de utilizadores.
Alguns destes módulos serão aprofundados posteriormente.