ABSTRACT
A popularidade de televisão 3D tem crescido significativamente nos últimos anos, sendo por isso previsível que invada a casa de todos os consumidores de televisão, fazendo com que o formato televisivo, como hoje é conhecido, deixe de existir. Contudo, a grande diversidade de formatos de vídeo 3D tende em atrasar esta implementação.
Aqui são apresentados alguns tipos de implementação de vídeo 3D, desde a codificação, multi-vista, conversão 2D-3D, mapas de profundidade, MVC e ainda a arquitectura usual de um sistema de televisão 3D.
Index terms: Tv 3D, vídeo 3D, codificação 3D, multi-vista, conversão 2D-3D, mapas de profundidade, MVC, arquitectura 3D, estereoscopia, implementação sistema 3D.
Introdução muito interessante ao 3D
INTRODUÇÃO
Das etapas mais marcantes na história da televisão (TV), iniciada no século dezanove, são de destacar o desenvolvimento da televisão monocromática, policromática, seguindo-se a de alta definição e, por fim, a televisão 3D. Esta última tem a promessa de proporcionar experiências cada vez mais reais no conforto do lar dos consumidores, fazendo uso da percepção de profundidade, inexistente na tecnologia actual.
Sem prejuízos das vantagens inegáveis desta nova tecnologia, a TV-3D tem, de momento, como principais desafios
1. Compatibilidade 3D e alta definição.
2. Compressão de imagens de vídeo, pois novos métodos foram criados, explorando assim a redundâncias de todos os tipos.
3. Disponibilidade da tecnologia emergente em estereoscopia.
4. Adesão dos fabricantes de conteúdos multimédia e uniformização de protocolos.
5. Processo de migração, para que seja possível a utilizadores que tenham televisões 3D possam ver conteúdos que ainda são transmitidos em 2D, bem como filmes que possuam, como consumidores que ainda não possuam uma televisão 3D possam continuar a ver televisão 2D.
6. Uniformização de protocolos, de tecnologia a utilizar e do tipo de emissão. No “3D home entertainment” por exemplo, as tecnologias utilizadas são estereoscopia, auto-estereoscopia com o número de vistas de 2 a N, utilizando diversos formatos de input e de resoluções. Todas estas variedades podem levar a incompatibilidades entre aparelhos de diferentes fabricantes, se não se definirem normas comuns para todos.
7. Óculos 3D. Numa perspectiva lúdica e estética, o usufruto desta tecnologia por consumidores domésticos requer a utilização de óculos 3D, o que pode provocar alguma resistência no momento de compra.
Com todos estes obstáculos à sua implementação não é de admirar que já há um século que se começou a dar os primeiros passos no seu desenvolvimento, como se poderá concluir no próximo capítulo esta tecnologia não surge de uma ideia recente.
PRINCIPAIS PRINCIPIOS DO 3D
Para o sucesso da televisão 3D existem certos pontos-chave que irão influenciar directamente a aceitação tanto por parte do público como por fornecedores de conteúdos, são eles[12]:
-Conforto na visualização.
-Disponibilidade de conteúdos.
-Compatibilidade com as infra-estruturas existentes.
-Codificação de vídeo de vários pontos de vista.
Conforto na visualização
Os utilizadores tendem a passar grande parte do seu tempo livre a ver TV, muitas vezes existe a tendência para fazer mais tarefas do que apenas a visualização, como comer pipocas, ler revistas ou jornais, entre outros. Este factor influenciará directamente o uso de óculos, visto que é incómodo e pouco natural para a maioria das pessoas. Para tal, o uso de televisões que usem a técnica de auto-esteroscopia são boas candidatas a promover boas experiencias 3D, no entanto ainda estão um pouco limitadas em termos de ângulos de visualização.
Disponibilidade de conteúdos
A criação de conteúdos 3D não é uma tarefa fácil, sendo ainda mais difícil a adição de efeitos 3D de modo a que sejam harmoniosos para os olhos, como é o caso de adição de legendas em filmes.
Dada a quantidade de conteúdos disponíveis em 2D hoje em dia seria relativamente fácil e rápido converte-los para 3D, contudo, não é muito clara a aceitação desses conteúdos convertidos por parte dos consumidores
Compatibilidade nas infra-estruturas
A evolução para o 3D deverá ser de forma similar à evolução efectuada da televisão a preto e branco para a televisão a cores, ou seja, a compatibilidade com os sistemas actuais não deve ser comprometida (compatibilidade directa). Para tal dever-se-á ter cuidado com os sistemas de codificação, pois caso sejam utilizados sistemas que codifiquem apenas a imagem esquerda e direita consoante as suas redundâncias, essa compatibilidade está assegurada, pois as televisões mais antigas apenas visualizam uma das duas imagens.
Codificação de vídeo de vários pontos de vista
As tecnologias de codificação evoluíram bastante nos últimos anos tornando assim possível uma nova geração de aplicações. A codificação de vídeo multi-imagem (MVC) tem tido bastante atenção por parte dos investigadores e da indústria, dai estar a ser estandardizada pelo comité MPEG.
O objectivo do MVC é codificar várias imagens para que o utilizador tenha a liberdade de escolher a vista. O maior desafio passa pelo desenvolvimento de tecnologias que exploram as redundâncias ao longo das várias imagens, para se obter um melhor factor de compressão.
O vídeo 3D pode ser visto como um caso de codificação de várias imagens, onde o par de imagens (stereo) requerido para a TV-3D pode ser sintetizado no receptor.
Os sistemas de vídeo multi-imagem requerem um descodificador multi-imagem no receptor e podem ser utilizados nas televisões antigas. Como é esperado que o MVC seja baseado na codificação de vídeo H.264, o custo de um receptor multi-imagem não é muito elevado.
Como o 3D é um caso particular da multi-imagem, tendo só duas imagens não será particularmente difícil a sua implementação.