6-Conclusões

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6-Conclusões

“Poder-se-á dizer que o MP3 está para a indústria áudio da internet como o Windows está para o mercado de sistemas operativos – funcional e prático, mas não a solução ideal, no entanto a sua penetração foi tão profunda que é praticamente garantido que este não desaparecerá nos próximos tempos.
O formato AAC é uma grande promessa, mas até a indústria o “libertar”, a sua expansão será lenta. Se o MP3 se “libertou” tão rapidamente, pode-se supor que a indústria se tentará “agarrar” mais firmemente a este novo formato. Consequentemente, a criação de um novo padrão pode não ser tão fácil.
Quando, e se, este formato chegar a essa adopção padrão, será provavelmente nos termos da indústria e não nos do público. Mais uma vez, senhoras e germes, a melhor tecnologia não é necessariamente a vencedora.
Finalmente, o codificador AAC é de longe mais intensivo a nível computacional que o codificador MP3, logo, quando este chegar às mãos do público, os utilizadores deverão estar preparados para serem pacientes ou arranjarem uma melhor máquina.” - Scot Hacker, 2000. [6]

Este texto de Scot Hacker, resume bem o pensamento que existia três anos após o lançamento do formato AAC, apesar de, dez anos após, se continuar a verificar muito do que Scot Hacker previu.

Pela dificuldade com que têm sido desenvolvidas as open-sources para o AAC (ainda não existe nenhuma para o codificador) facilmente de verifica que a indústria é o grande entrave para uma mais rápida expansão do formato.

No entanto, e após uma análise cuidada, pudemos ver que o AAC é o natural sucessor do MP3, até porque começa a ser definido como o codec padrão por uma série de marcas de peso internacional.

O AAC passou assim a serem indicado como um algoritmo capaz de (em comparação com o seu antecessor): [12]

• Melhor qualidade de áudio e tamanho de ficheiros mais pequeno se usado o mesmo bit rate;
• Capacidade para áudio multicanal (até 48 canais);
• Áudio com resolução mais alta, resultando em taxas de amostragem até 96 kHz;
• Melhoria da eficiência na descodificação (menos processamento);

De entre os dois codec’s é justo dizer que o MP3 mesmo não conseguindo atingir os bit-rates do AAC (entre outras qualidades), tem as vantagens de ser bastante menos complexo a nível da codificação, da existência de uma larga variedade de ficheiros no formato MP3 e de já ser o padrão para a codificação de áudio conhecido de entre os utilizadores e é nesta familiaridade que reside o seu grande trunfo na “guerra” de formatos.

Concluímos assim que a inserção do AAC será mais demorada quando comparada com a do MP3 pois tal é do interesse quer da indústria (controlando assim a patente) e dos utilizadores (que só agora se começam a tornar mais críticos em relação ao formato que usam nos seus ficheiros áudio) mas no futuro (tendo em conta as tecnologias existentes) o domínio do formato AAC será muito provavelmente uma realidade.

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Última modificação: 26/05/10.