No Outono de 2005, a Apple entrou no mercado de vídeo portátil através da quinta geração do iPod. O primeiro “vídeo iPod” tinha um ecrã de 320x240 e só reproduzia vídeos até à mesma resolução. A iTunes Store também começou a disponibilizar conteúdos vídeo passíveis de serem reproduzidos no iPod.
O facto de ainda existirem poucos conteúdos disponíveis, quer na Web quer no iTunes, fez com que muitos utilizadores convertessem os seus vídeos para um formato compatível com o iPod, o que originou o aparecimento de ferramentas que automatizaram este processo. No ano seguinte surgiu uma actualização à quinta geração que oferecia ao utilizador uma maior resolução para a reprodução de vídeo.
Os formatos escolhidos pela Apple para serem reproduzidos no iPod foram o MPEG-4 e o H.264. Apesar de serem normas não proprietárias, não representam muitos dos conteúdos disponíveis fora da iTunes Store e também não representam o standard de vídeo que é utilizado na maioria dos dispositivos de gravação de vídeo.
Esta escolha gera não só uma oportunidade de negócio para a iTunes Store devido à dificuldade de se encontrar conteúdos vídeo compatíveis na Web, como também garante à Apple uma grande qualidade de áudio e vídeo para um tamanho de ficheiro reduzido. A métrica qualidade-resolução é bastante importante pois é necessário maximizar simultaneamente a quantidade de conteúdo disponível num espaço limitado de armazenamento e o tempo de vida da bateria, uma vez que conteúdos maiores podem necessitar de consumir mais energia.
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