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A reprodução de áudio é um dos grandes trunfos do iPod, e é portanto uma área onde ele excela.
Quanto ao hardware, o iPod touch de última geração usa um chip Cirrus Logic para processar o sinal de áudio [1]. Este chip permite equalização e a reprodução de vários codecs áudio, alguns até não suportados pelo software proprietário para o iPod touch, como o FLAC. O conector para auriculares tem 3,5 mm de diâmetro, a norma da indústria também para computadores, e a bateria dura até 40 horas para o uso exclusivo de reprodução áudio. Todos estes componentes só por si já formam uma excelente plataforma, mas há ainda outro componente essencial que faz a diferença.
O software associado aos iPods consegue reproduzir WAV (não comprimido), AAC, MP3 (de 32 a 320 Kbps), MP3 Variable Bit Rate, AIFF, Apple Lossless, e AA, sendo este último um formato criado especificamente para audiobooks [2]. É fácil de perceber que estes codecs abrangem virtualmente todos os usos comuns de um leitor de áudio, o que ajuda à popularidade do aparelho. É também possível converter facilmente a maioria dos formatos não suportados através do iTunes, a aplicação da Apple que integra serviços destinados aos seus produtos. Este programa permite a compra de ficheiros de música (AAC) que de certo modo contribuem para a homogeneidade da Apple – é-lhes associada uma cifragem para que só seja permitida a sua reprodução em computadores que um utilizador de um iPod (ou de outro produto da Apple) tenha autorizado através do iTunes, dentro de um limite de seis. Apenas o utilizador com a sua chave poderá decifrar (e reproduzir) a música comprada, como é demonstrado na figura 3 [3]:
Houve também uma revolução talvez menos óbvia com a chegada do iPod: a forma de relacionar os meta-dados dos seus ficheiros de música. Nomeadamente:
• Usando a tag ID3 de cada ficheiro de música o iTunes relaciona-o com a sua base de dados e automaticamente associa-lhe a capa do álbum correspondente.
• Através dos meta-dados o iTunes cria automaticamente listas de reprodução específicas, como por exemplo “Anos 80”, “Reproduzidas mais frequentemente” ou “Mais pontuadas”, estas últimas baseadas em meta-dados provenientes do utilizador.
• Através de programas não oficiais (por questões de copyright) é possível associar automaticamente a cada música a sua letra, e depois vê-la no ecrã do iPod.
Referências:
[1] IFixIt, 4 de Maio de 2012, iPod Touch 4th Generation Teardown. Disponível em: http://www.ifixit.com/Teardown/iPod-Touch-4th-Generation-Teardown/3562/3
[2] Apple, iPod: About compatible song formats. Disponível em: http://support.Apple.com/kb/HT1334
[3] Roughly Drafted, 26 de Fevereiro de 2007, How FairPlay Works: Apple's iTunes DRM Dilemma. Disponível em: http://www.roughlydrafted.com/RD/RDM.Tech.Q1.07/2A351C60-A4E5-4764-A083-FF8610E66A46.html
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