MODELO DE NEGÓCIO
Na sua essência, estes sistemas pretendem fornecer uma interpretação artificial do conteúdo. E a verdade é que inicialmente existiu uma certa apreensão no mercado relativamente à sua eficácia apesar dos resultados positivos demonstrados.
Embora ainda exista um caminho muito longo a percorrer neste campo, é possível lançar aplicações úteis para vários tipos de clientes, como empresas que lidam com grandes quantidades de dados e o público em geral. É evidente que estes potenciais clientes procuram diferentes funcionalidades, o que pode ser explorado para o desenvolvimento de produtos atractivos.
A gestão eficiente de dados de uma empresa pode gerar um crescimento da própria eficiência da empresa, e provavelmente, de lucro.
Correctamente dimensionados de acordo com o contexto, estes sistemas podem ser uma mais-valia para tais empresas. São exemplos agências
noticiosas, estações televisivas, centrais de vigilância entre outros. Geralmente nestes casos, são utilizadores experientes que frequentemente
recorrem às bases de dados, como jornalistas, bibliotecários, investigadores, técnicos, etc., e que necessitam de um maior grau de controlo do sistema.
Para isso precisam de ter mais parâmetros à disposição e portanto uma interface mais sofisticada.
Com a diminuição dos preços das memórias e o acesso a inúmeros dispositivos capazes de produzir conteúdos, o público em geral passou a ter colecções de dados significativas e, portanto, pode beneficiar destes sistemas. É importante perceber que, para este tipo de cliente pouco experiente, uma interface complexa não é atractiva. Mesmo que se percam graus de liberdade, e portanto eficiência, por disponibilização de poucos parâmetros o cliente é capaz de tirar muito mais proveito do sistema. Para este tipo de cliente, tem interesse funcionalidades como anotação, edição, gestão e acesso ao seu conteúdo.
Pode-se tirar o máximo partido destes sistemas se conjugar com outros tipos de serviços. Por exemplo em IPTV há um certo nível de interactividade que pode, com estes sistemas, permitir uma aproximação cada vez maior dos utilizadores com os conteúdos das produtoras.
Os clientes descritos são de longe os únicos a quem estes sistemas possam interessar. O gráfico abaixo mostra isso claramente. Existem diferentes tipos de utilizadores, que sabem exactamente o que pretendem ou simplesmente navegam, formas de pesquiza diversificadas e recursos multimédia que tanto podem estar em bases de dados distribuídas como privadas. O segredo está em avaliar o perfil de utilizadores para o qual se pretende desenvolver o produto e perceber quais a funcionalidades que lhe convêm e a que tipos de bases de dados acedem. No gráfico seguinte, consegue-se ficar com uma ideia de quais as funcionalidades do sistema que podem ser conjugadas de modo a criarem diferentes perfis de utilização. É uma intersecção de ambos os perfis que permite satisfazer o cliente e ao mesmo tempo projectar um sistema apenas com as características necessárias para que seja que se possa atingir um preço o mais competitivo possível.