Codificação Para representar conteúdo HDR num display CRT convencional ou imprimir uma imagem HDR em papel, é necessário comprimir o alcance dinâmico ou aplicar Tone Mapping. Ao contrário das imagens de 24-bit/pixel convencionais, as imagens HDR utilizam 96 bits/pixel e os dados são armazenados como números de ponto flutuante de 32 bits, em vez dos habituais inteiros de 8 bits. Por esta razão, o data rate usando codificação lossless vai ser muito elevado, especialmente quando se fala de HDR vídeo... Devido ao elevado tamanho dos ficheiros HDR, a compressão destes assume grande importância, pelo que é necessário encontrar um método de codificação lossy. Normas de compressão e codificação lossy, como o JPEG e o MPEG, não podem ser aplicados directamente em conteúdo HDR.
Codificação de Imagem Apesar do domínio do JPEG durar há já largos anos, este começa a dar sinais de incapacidade de acompanhar o desenvolvimento tecnológico recente, uma vez que não consegue lidar com imagens com maior profundidade de bit, compressão lossless e HDR. Comparando a transição de LDR para HDR com a transição preto e branco para cores, Greg Ward e Maryann Simmons propuseram uma extensão para a norma JPEG a que deram o nome de JPEG-HDR. Este comprime a imagem HDR original numa versão JPEG tone mapped (usando um TMO) juntamente com informação adicional armazenada como uma extensão JPEG. Este método permite a qualquer descodificador JPEG processar a versão tone mapped da imagem, ao passo que permite a descodificadores preparados com a extensão JPEG-HDR recuperar a versão HDR original. Outras normas capazes de armazenar e comprimir conteúdo HDR são o JPEG XR e o JPEG 2000. Contudo estes não são muito populares e tiveram uma aceitação de mercado muito reduzida. Recentemente surgiu o JPEG XT como tentativa de superar as dificuldades do JPEG e de transportar este para o século XXI, mantendo a compatibilidade com as versões anteriores.
Codificação de Video Em LDR vídeo, cada componente de cor é representada por 8 bits (em que cada pixel tem 3 componentes de cor e é representado por 24 bits). Por sua vez, em HDR vídeo, cada componente de cor é representada em notação de ponto flutuante, em que são guardados 10 a 16 bits, dependendo do formato do ficheiro. Por esta razão, armazenar e transmitir vídeo HDR requer muito mais espaço e largura de banda que LDR, o que aumenta a necessidade de encontrar esquemas de codificação eficientes. Com esse objectivo, um grupo de investigadores liderados por Rafał Mantiuk propuseram codificar conteúdo HDR usando uma abordagem escalável, onde a versão LDR do conteúdo (compatível com descodificadores MPEG) é codificada como camada base, base layer, e a informação extra necessária para a conversão para HDR é codificada separadamente, como camada de melhoria, enhancement layer. Ambas as camadas são codificadas com base nas normas de codificação vídeo LDR existentes, sendo posteriormente combinadas para gerar conteúdo HDR no lado do descodificador. Apesar de a eficiência da compressão não ser elevada, é assegurada a compatibilidade com os displays LDR. Actualmente não existe ainda uma norma de compressão especificamente concebida para conteúdo HDR pois apesar dos já diversos esquemas de compressão de vídeo existentes propostos para esta técnica, todos utilizam as normas já existentes, optimizadas para o conteúdo LDR. Exemplo disso são as normas HEVC e H.264/AVC, que apesar de suportarem imagens com grande profundidade de bit, são concebidos para codificar conteúdo LDR e não têm em conta as características do conteúdo HDR.
High Dynamic Range Imaging Codificação de Áudio e Vídeo