Internet Video Streaming (IVS) é uma forma de distribuição de dados multimédia numa rede através de pacotes através da Internet. Em streaming, os dados obtidos não são armazenados pelo usuário no seu computador, não ocupando espaço no Disco Rígido (HD), ele recebe o “stream”, a transmissão da informação, sendo este reproduzido à medida que chega ao usuário, dependendo da largura de banda seja suficiente para reproduzir os conteúdos, caso contrario ocorrem interrupções na reprodução do arquivo (buffer). Esta tecnologia permite que um usuário reproduza conteúdos préviamente protegidos por direitos de autor, na Internet, sem a violação desses direitos. Esta informação pode ser distribuida na forma de Multicast IP ou Broadcast.
Independentemente da tecnologia utilizada, a arquitetura de uma rede de media streaming divide-se essencialmente em 3 partes: Encoder/Broadcaster, Streaming server e Clients/receivers.
O Encoder/Broadcaster é responsável pela compressão de vídeo, trata-se de um processo necessário antes de se proceder à transmissão para garantir eficiência. Os esquemas de compressão de vídeo podem ser classificados em duas categorias: codificação de vídeo scalable e non-scalable . Uma vez que o scalable video é capaz de lidar graciosamente com flutuações da largura de banda na Internet, estamos primáriamente interessados neste tipo de técnicas de codificação de video.
Os servidores de streaming são discutivelmente o elemento mais importante para fornecer serviços de stream com qualidade. Estes processam informação multimédia sob restrições de tempo e suportam funções de controlo interativas como pausa/resume, avançar e voltar atrás. São também responsáveis por servir vídeo, aúdio, slides e outros componentes de forma sincronizada. Um servidor de stream nomalmente espera por um pedido RTSP dos utilizadores. Quando recebe um pedido, o servidor procura a informação pedida e, se existir no caminho indicado, o servidor faz stream através de streams RTP.
Os Clientes, através de diversos protocolos de transmissão, recebem o conteúdo de vídeo pretendido. No entanto, é necessário um player de vídeo para descodificar o sinal streaming vindo do Servidor Média via Internet. Os players de streaming mais populares são o Real Player da Real Networks e o Windows Media Player da Microsoft. Estes dois players, além de serem distribuídos gratuitamente, cada um deles reproduz uma grande variedade de formatos streaming.
Hoje em dia existe um número considerável de empresas que têm como principal serviço a disponibilização de vídeos em streaming. Por forma a garantir que o serviço obtenha o sucesso desejado é essencial garantir um modelo de negócio que possa gerar lucro. A fonte de lucro é obtida por várias maneiras diferentes e, por conseguinte, este facto dá a origem a diferentes tipos de modelos de negócio que podem ser agrupados em três tipos: TVOD (Transactional Video on Demand) ou PPV (Pay Per View), SVOD (Subscription Video On Demand) e AVOD (Advertisement-supported Video On Demand). É também possível a combinação entre os vários tipos, ou seja, modelos híbridos.
Os utilizadores de serviços que se baseiam no modelo de negócio TVOD, têm acesso a um vídeo mediante pagamento de um determinado valor, ou seja, existe um preço que é atribuído a cada vídeo de forma individual. Dentro deste modelo, destacam-se duas formas de ter acesso ao vídeo: Electronic Sell Through(EST) e Download to Rent(DTR). No modo EST o utilizador vai pagar o valor necessário para visualizar o vídeo pretendido e terá direitos de acesso ilimitados. Por sua vez, no modo DTR, o utilizador ao pagar terá direito a visualizar o vídeo que pretende por um período de tempo limitado.
Neste modo, o utilizador paga um valor fixo que pode ser cobrado mensalmente, anualmente ou usando outros períodos de tempo fixos. Durante este período, o utilizador tem acesso e permissões de visualização de todos os vídeos presentes na plataforma. É também possível enriquecer este modo, atribuindo preços de acesso diferentes a bibliotecas de vídeos diferentes.
Neste modo, o serviço disponibiliza os vídeos sem qualquer tipo de preço a pagar pelo utizador, sendo este o tipo de modelo de negócio mais utilizado na Internet. O utilizador quando visualiza qualquer vídeo que pretenda aceder, este apresenta publicidade em algum ponto do vídeo, podendo ser apenas uma vez ou várias vezes. A publicidade garante à empresa que fornece o serviço de streaming o valor necessário para garantir a sua sustentabilidade, deixando de ser necessário o utilizador pagar para ter acesso à plataforma de vídeos.
Os fornecedores deste tipo de serviços precisam de estar envolvidos num processo de constante renovação, oferecendo conteúdos apetecíveis de forma a atrair e manter os seus clientes, garantindo os direitos necessários para a distribuição dos mesmos..
Quanto aos aspectos legais, no dia 5 de Junho de 2014 o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que é legal visualizar um conteúdo online (com ou sem direitos de autor).

Um estudo recente da Samsung, o Techinomix Index 2015, analisou como os portugueses se estão a relacionar com a tecnologia e concluiu que somos dos que mais dispositivos temos, em casa, e dos que fazemos um uso mais intensivo, sobretudo ao nível do streaming.
Segundo este estudo, os portugueses preferem conteúdos de entretenimento, com 82% a assistirem a conteúdos online de TV, vídeo ou filmes (enquanto que a Europa tem uma média de 72%). Também em termos de frequência o estudo permite constatar porque Portugal é considerado um país de early adopters: numa base diária, 30% dos portugueses fazem streaming de conteúdos de TV, filmes ou vídeo (9% acima da média Europeia).
Estamos a assistir a uma transformação dramática na forma em como o conteúdo vídeo é criado, distribuido e rentabilizado. Esta mudança acontece devido ao crescimento em popularidade dos serviços de streaming de video, sendo que os serviços de TV estão em declínio ao invés dos serviços de Internet Video Streaming que se encontram em crescimento constante.