Desde que é possível a criação de vídeos, que a partilha desse conteúdo é uma das principais características da cultura humana.
Começando no século XIX, em sessões de cinema, passando pela televisão, VHS, DVD, até chegar à partilha pela Internet, sempre houve uma forma de esse conteúdo poder ser partilhado e visualizado.
Devido aos custos que acarretava criar um filme e conseguir distribuí-lo para uma audiência grande, esse privilégio apenas era permitido a empresas de cinema ou a corporações de media.
Com a cada vez maior facilidade em criar vídeos e com o crescimento da Internet, passou a ser possível ao público geral começar a partilhar as suas criações para um público potencialmente global, com custos muito reduzidos.
Inicialmente, era complicado e moroso conseguir fazer a partilha dos vídeos e estes tinham muito pouca qualidade. Também era difícil encontrar algum vídeo, pois não existia nenhum site mais popular que outro, o que fazia com os vídeos fossem dispersos por vários sites.
Pouco tempo depois de a partilha de vídeos na Internet se ter tornado muito comum, começaram a aparecer sites que agregavam vídeos de utilizadores e que tornavam o processo de partilha e procura muito mais simples
Apesar disso, esses sites tinham bastantes restrições sobre os vídeos que um utilizador podia partilhar, por forma a evitar processos judiciais.
O YouTube veio colmatar essa falha, oferecendo um serviço em que era possível partilhar qualquer vídeo, mesmo que infringisse direitos de autor, de forma simples e com uma qualidade aceitável.
O YouTube foi fundado por três ex-funcionários do PayPal: Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. Chad estudou design na Indiana University of Pennsylvania, enquanto que Steve e Jawed estudaram Ciência de Computadores na University of Illinois at Urbana–Champaign.
Existem duas versões sobre como surgiu a ideia de criar o YouTube. Chad e Steve dizem que a ideia surgiu depois de um jantar em casa de Steve, em que tiveram dificuldades para partilhar os vídeos que fizeram dessa festa .
Já Jawed diz que a inspiração para o desenvolvimento do YouTube surgiu depois do acidente de Janet Jackson em 2004, no Super Bowl XXXVIII, e depois do tsunami no oceano Índico, no final de 2004. Como os fundadores não conseguiam encontrar vídeos dos eventos, decidiram criar um site de partilha de vídeos, onde fosse possível encontrar, facilmente, vídeos sobre os mais diversos temas .
O domínio www.youtube.com foi registado em de Fevereiro de 2005 e nos meses seguintes começaram o desenvolvimento do website .
Nesse mesmo ano conseguiram o primeiro investimento, por parte da Sequoia Capital, que investiu $11.5 milhões entre Novembro de 2005 até Abril de 2006.
O primeiro vídeo, com o nome "Me at the zoo", foi colocado no site a 23 de Abril de 2005, por Jawed, em que o podemos ver no Jardim Zoológico de San Diego.
Uma beta pública foi lançada em Maio de 2005. Mais tarde nesse ano, em Setembro, um vídeo chegou pela primeira vez a 1 milhão de visualizações.
Com mais um investimento, de $3.5 milhões, por parte da Sequoia Capital, o YouTube foi lançado oficialmente a 15 de Dezembro de 2005.
Menos de um ano depois, em Julho de 2006, a companhia anunciou que mais de 65,000 vídeos eram carregados todos os dias e tinham mais de 100 milhões de visualizações diárias, um crescimento exponencial que continuou e, em Maio de 2010, de entre os serviços de vídeo online, atingiram um market share de 29%.
Em Outubro de 2006, o YouTube foi adquirido pela Google Inc. O negócio, no valor de $1.65 mil milhões em acções da Google ficou concluído em Novembro de 2006. O acordo foi, em parte, precipitado pelo facto de o YouTube estar a tentar evitar processos devido a infracção de direitos de autor, por parte de três empresas. Na altura, esta foi a maior aquisição por parte da Google.
Desde então, o YouTube continuou a crescer exponencialmente, oferecendo novos serviços em todas as plataformas, de forma a atrair cada vez mais utilizadores, acabando por tornar-se num dos sites mais famosos do Mundo, com mais de 4 mil milhões de visualizações por dia.
O YouTube está disponível na Internet através de qualquer computador, independentemente do sistema operativo (Windows, Mac OS ou Linux).
Também é possível aceder-lhe usando a aplicação para Android, OS X ou Windowns Phone, bem como uma para Smart TV e outra para consolas, como a Playstation.
Tanto a interface do website, como a das aplicações é intuitiva e apelativa graficamente, tornando a experiência dos utilizadores muito agradável.
A interface do website é bastante ‘limpa’, com todas as principais opções disponíveis logo na página inicial.
Na página inicial são sempre sugeridos vídeos ao utilizador, que podem variar entre os vídeos mais populares até a vídeos que se enquadrem nos gostos do utilizador.
Como se pode observar, cada vídeo tem um nome, a sua duração, o nome do utilizador que fez upload desse vídeo, número de visualizações e há quanto tempo foi colocado no YouTube. Estes campos são essenciais, para se poder utilizar a ferramenta de pesquisa.
A funcionalidade mais importante é a reprodução de qualquer vídeo que o utilizador queira visualizar. Durante a reprodução do vídeo, o campo de pesquisa continua disponível, no topo do website, e, ao lado do vídeo, são sugeridos outros vídeos idênticos àquele que o utilizador está a visualizar.
Outra funcionalidade essencial é a ferramenta de pesquisa. Introduzindo o nome de um vídeo ou palavras-chave no campo de pesquisa, é possível encontrar qualquer vídeo que esteja no alojado YouTube, de forma rápida e simples. Também é possível fazer uma pesquisa mais aprofundada, usando filtros para a duração do vídeo, qualidade, entre outros.
É possível criar playlists compostas por qualquer vídeo que esteja no YouTube. Estas playlists podem ser privadas ou públicas, sendo definido pelo utilizador. Também podem ser alteradas mais tarde, mas apenas pelo utilizador que as criou. Caso uma playlist seja pública, é possível ser acedida por qualquer utilizador e também pode ser guardada por qualquer utilizador.
O YouTube também tem uma parte social, em que cada utilizador tem um canal, ou perfil, que pode ser subscrito por outros utilizadores, sejam eles amigos ou não. Todos os vídeos que um utilizador faça upload, as playlists desse utilizador e os canais de terceiros que foram subscritos aparecerão neste perfil. Novas funcionalidades são acrescentadas frequentemente, fazendo com que o YouTube esteja em constante inovação.
Desde a sua formação em 2005 o YouTube tem experienciado um crescimento explosivo e para acomodar este aumento de utilização a sua infraestrutura teve de crescer em conformidade. As reais metodologias e algoritmos utilizados para a distribuição de conteúdos bem como o hardware utilizado neste processo não são oficialmente revelados por questões de segurança. Como tal as informações referentes a estes tópicos advêm de estudos independentes que através de processos
de engenharia reversa conseguem extrapolar alguns dos modos de operação, bem como alguns esquemas de organização de hardware a nível geográfico. Ao compilar vários IPs associados ao serviço do YouTube em diferentes localizações geográficas é possível identificar quais as organizações responsáveis pela distribuição destes serviços.
Apesar de a maioria dos IPs pertencerem ao Google ou ao YouTube, aproximadamente 20% pertencem a ISPs (Providenciados de Serviços de Internet) regionais o que sugere uma parceria entre alguns destes ISPs e a Google, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a qualidade de serviço. Até à data da compra do YouTube pela Google, em 2006, eram usados seis grandes data centers localizados nos Estados Unidos. Posteriormente, a distribuição de conteúdo passou a ser feita pela infraestrutura da Google. Graças à existência de métodos de triangulação geográfica por IP, é possível ter uma ideia da localização da maioria dos servidores usados para replicar os dados do YouTube.
Desta forma foi possível identificar um total de 45 cidades onde caches do YouTube estão presentes, revelando ainda algumas caches secundárias e terciárias, com o intuito de auxiliar à distribuição de carga dos servidores primários.
A replicação dos conteúdos pode ser feita por motivos de segurança, bem como por forma de o conteúdo ficar mais próximo dos utilizadores, reduzindo os tempos de acesso. Ao carregar um vídeo para o YouTube é criado um vasto conjunto de ficheiros representando diferentes níveis de qualidade e largura de banda (144p, 240p, ... 4k). Consequentemente cada ficheiro associado a uma qualidade específica é subdividido em partes por forma a facilitar a sua transmissão. Todos estes conjuntos de ficheiro são guardados em diferentes formatos, com o objetivo de alcançar o maior número de dispositivos possível.
Os protocolos de transmissão utilizados podem variar consoante o ambiente de visualização. Caso se trate de um ambiente sem flutuações de conectividade, a transmissão é feita sequencialmente sem interrupções. No caso de existirem flutuações a transmissão de conteúdo é feita em partes. A vantagem do uso de partes alternativamente uma transmissão continua é a adaptabilidade, permitindo ao utilizador visualizar o conteúdo sem interrupções independentemente de variações de conectividade, fazendo uso de partes de menos resolução quando menos largura de banda está disponível e vice-versa.
O modo de representação de áudio num vídeo do YouTube varia em função do codec de vídeo em utilização. O YouTube transmite o áudio e o vídeo de forma separada, sendo da responsabilidade do leitor em funcionamento no browser de os combinar no instante de reprodução. Com esta disjunção é possível alternar entre diferentes qualidades de vídeo sem qualquer interferência na componente de áudio, ao contrário do que acontecia no passado, quando a transmissão de ambos os elementos estava agregada.
Caso a codificação de vídeo seja VP9/WebM for usada a codificação de áudio Opus é utilizada, em contrapartida se o agente de utilizador reportar Windows XP então o vídeo passa a ser H.264/MPEG-4 AVC com stereo AAC áudio. Ambos os esquemas de codificação ACC (Advanced Audio Coding) e Opus têm perdas, no sentido em que, por forma a reduzir a quantidade de dados a serem transmitidos pela rede, o sinal original é comprimido de tal forma que algumas das suas componentes menos relevantes para o ouvido humano são destruídas.
Por norma, a largura de banda utilizada na transmissão ACC situa-se por volta de 126kbps, sendo que para o formato Opus fica entre os 155 e 165kbps, ambos independentes da qualidade do vídeo a ser utilizada. O formato de codificação de áudio AAC foi uniformizado como parte dos standards MPEG-2 e MPEG-4, lançado em 1997 foi desenhado com o objetivo de substituir o formato MP3, apresentando algumas melhorias. De forma geral o formato ACC permite desenvolver codecs de forma mais eficiente e flexível, do que o MP3, dando a possibilidade de ajustar vários parâmetros não normativos, levando à criação de várias estratégias de codificação distintas, adequadas a cenários distintos.
O formato de codificação de áudio Opus, inicialmente lançado em Setembro 11, 2012, foi concebido para codificar de forma eficiente fala e áudio genérico num único formato, mantendo uma baixa latência (crucial para transmissões em direto), bem como baixa complexidade, permitindo tirar maior proveito dos dispositivos móveis.
Outra grande vantagem do Opus advém da sua flexibilidade na possibilidade de ajustar parâmetros como a largura de banda ou complexidade por frame, em função do dispositivo de reprodução ou das condições de transmissão. Num evento ao vivo é possível reduzir a qualidade em detrimento de atraso, podendo este último ser reduzido até 5ms, o que é considerado extremamente baixo, comparado com outros codecs concorrentes.
Com o aumento do número de visualizações de alta definição no YouTube, ficou claro desde cedo que os métodos de compressão disponíveis até à data não escalavam suficientemente bem por forma a manter uma utilização de largura de banda aceitável. Como resposta a este problema a Google desenvolveu um novo codec de vídeo denominado VP9, open source e livre de royalties que possibilita a transmissão de vídeos HD e até mesmo 4k a metade da largura de banda de outros codecs de gerações anteriores, apresentando um factor de compressão de 600:1. Estes novos avanços representam grandes melhorias na experiência de utilização, comparado a versões anteriores de compressão.
Um utilizador cuja largura de banda apenas permitia a visualização de vídeos até uma resolução de 480p sem interrupções, pode agora com a mesma largura de banda visualizar vídeos a uma resolução de 720p com a mesma fluidez. Até ao início de 2015 este novo codec já contava com mais de 25 mil milhões de horas de visualizações.
Ao contrário do que se possa imaginar em relação a este novo codec, muitas das suas ferramentas de compressão são já conhecidas e utilizadas em gerações anteriores de codecs, nomeadamente a quantização de frequência, a previsão temporal e a compensação de movimento.
A diferenciação advém da utilização de pequenos “truques” que quando todos combinados convergem numa solução bastante poderosa. Podemos destacar alguns destes “truques”, como a exploração de redundância temporal efetuando previsões de imagens futuras com base em imagens anteriores (Altref Frames – VPx e B-frames – H.26x), bem como outros truques mais inovadores que caracterizam estas novas gerações de codecs, como a introdução de superblocos (subdivisões de uma imagem). Estes superblocos são passíveis de serem recursivamente particionados em sub-blocos retangulares, incrementando assim a capacidade predicativa dos modos INTRA e INTER, fazendo uso desta granularidade ajustável, ou a utilização de asymmetric transforms, que se baseiam no facto de os vídeos apresentarem em média mais informação na esquerda do que na direita da imagem, permitindo assim a computação de previsões para a direita, com base na esquerda, mais poderosas.
Metadados, refere-se ás informações acerca de um vídeo. Neta categoria podem ser incluídas informações como: título, a descrição, as etiquetas, a categoria, a miniatura e as legendas. Estas informações têm como propósito adicionar informação contextual aos vídeos, permitindo a sua organização e categorização, o que facilita em grande medida a sua procura.
Inicialmente, antes de ser adquirido pela Google, o YouTube não tinha qualquer lucro com o serviço. Angariava dinheiro apenas através de fundos de investimento, como a Sequoia Capital. Apenas após a aquisição por parte da Google, é que esta começou a reformular o modelo de negócio do YouTube, de forma a conseguir lucrar com o serviço.
Os anúncios, principalmente os que são mostrados antes ou durante um vídeo, constituem o núcleo do negócio do YouTube. Estes anúncios podem ser vendidos em vários formatos, podendo ser dada ou não a possibilidade de o utilizador os ignorar, dependendo do tipo de anúncio comprado.
Em 2014 foi lançado um serviço de subscripção que permitia aos utilizadores ouvir músicas ou vídeos de músicas livres de anúncios, no YouTube e no Google Play Music.
Em 2015 esse serviço foi relançado com o nome de YouTube Red, tornando possível ver qualquer vídeo livre de anúncios e oferecendo aos utilizadores acesso a conteúdos exclusivos, como filmes ou programas de televisão O YouTube Red tem uma mensalidade de $10.
De forma a fidelizar os melhores criadores de vídeos, o YouTube tem um programa, o Partner Program, que recompensa os melhores criadores. Neste momento existem um milhão de membros neste programa.
Os utilizadores que fazem parte do Partner Program recebem incentivos de forma a continuar a produzir vídeos, como a possibilidade de gravar em estúdios da YouTube.
Outro dos incentivos é receberem 55% das receitas de publicidade geradas por cada vídeo, o que lhes garante por volta de $2 por cada mil visualizações.
Desde o início da sua criação que o YouTube sempre teve problemas legais, devido ao facto de os vídeos no serviço, por vezes, violarem as leis.
Estes problemas continuam e são de difícil resolução, pois não existe uma forma cem por cento eficaz para evitar que todos os vídeos carregados estejam de acordo com as leis de todos os países onde o YouTube está presente.
Inicialmente, o YouTube permitia que qualquer vídeo fosse colocado no serviço, mesmo que infringisse direitos de autor.
Por esta razão, vários proprietários de direitos de autor, como editoras de música ou estúdios de cinema, começaram a processar o YouTube por não impedir que os vídeos fossem carregados para o serviço.
Após ter sido comprado pela Google, o YouTube meteu em funcionamento sistemas de controlo para impedir que qualquer vídeo que violasse direitos de autor, não fosse carregado para o serviço ou, caso já estivesse carregado, fosse removido o mais rapidamente possível.
Hoje em dia este processo de remoção é automático, o que por vezes leva a que sejam retirados vídeos que cumprem a lei do fair use, algo que já motivou várias queixas por parte dos utilizadores.
A lei de fair use, ou utilização justa, permite que sejam usados conteúdos protegidos por direitos de autor, sem que os criadores dos vídeos infrinjam a lei.
Para que se possa considerar que o vídeo está a usar de forma justa os conteúdos protegidos, é preciso ter em consideração alguns factores:
Qual será a finalidade do vídeo. Vídeos que sejam educacionais, por exemplo, serão considerados como dentro da lei do fair use. Vídeos com uma finalidade comercial já serão mais improváveis de estarem a cumprir a lei.
Se o material usado provém de uma obra real, é mais provável tratar-se de fair use do que se provier de uma obra de ficção.
A utilização de apenas pequenos trechos da obra, desde de que não constituam o ponto essencial desta, é considerado fair use. Obviamente que a utilização de trechos extensos terá uma maior probabilidade de infringir os direitos de autor..
Caso haja a probabilidade de o autor dos direitos de autor ser prejudicado financeiramente, o vídeo não cumpre o fair use. Existem algumas excepções, como no caso de paródias.
Só devido a esta lei é que é possível que exista uma diversidade imensa de vídeos no YouTube sem estarem constantemente a serem eliminados ou os criadores a serem processados devido a infração de direitos de autor.
Devido ao facto de o YouTube ser um serviço global, há países em que este é bloqueado, parcial ou totalmente, pois certos vídeos violam as leis desse país ou o governo desse país quer impedir qualquer tipo de agitação social ou política, críticas a entidades do governo, da igreja, entre outros.
Um dos países onde o YouTube está totalmente bloqueado é na China, que tem das leis de censura mais rígidas. Também na Alemanha, devido a um conflicto com a GEMA, alguns vídeos de música estão bloqueados.
De qualquer forma, usando uma Virtual Private Netwok (VPN), é possível ultrapassar estas restrições e aceder ao YouTube.
No presente não é possível afirmar que o YouTube tenha concorrência, porque apesar de existirem vários sites que oferecem um serviço semelhante, nenhum deles é capaz de ombrear com a popularidade, qualidade e quantidade de utilizadores que o YouTube tem.
A única concorrência que o YouTube terá tido foi nos primórdios da sua criação, em que sites como o Vimeo, o Dailymotion ou o Truveo, que apareceram antes ou na mesma altura, concorriam directamente entre eles.
Devido a isso, o YouTube teve de atrair os utilizadores que já os usavam, algo aconteceu rapidamente, fazendo com que este passasse a dominar o mercado e nunca mais perdesse o seu domínio.
Com a aquisição por parte da Google, em 2006, o YouTube cimentou a sua posição no topo e nunca mais de lá saiu, já que passou a dispor de recursos praticamente infinitos, tanto a nível monetário, como a nível tecnológico.
Para se ter uma noção mais concreta do domínio massivo do YouTube, pode-se verificar que este está em segundo no Alexa rank, enquanto que o Dailymotion está na posição 128.
Hoje em dia continuam a surgir sites do mesmo género, que oferecem serviços e conteúdos similares, mas que, por vezes, têm como mercado um público alvo diferente.
Um exemplo é o site chamado Vine, que permite partilhar vídeos muito curtos, de 6 segundos apenas, e que desfruta de um sucesso considerável. Apesar disso, o serviço oferecido é ligeiramente diferente daquele que o YouTube oferece e tem como público alvo, principalmente, os adolescentes.
Outros sites optam por competir com o YouTube apenas a um nível nacional ou regional, em vez de global, conseguindo, em alguns casos, ultrapassar o YouTube.
Exemplo disso é o site Youku, que domina o mercado chinês, com 500 milhões de utilizadores mensais e mais de 900 milhões de visualizações de vídeos por dia.
Será muito difícil, se não praticamente impossível, destronar o YouTube do topo do mercado de partilha de vídeos, pelo menos a um nível global, mesmo que continuem a aparecer cada vez mais sites e aplicações que competem directamente com este.
O YouTube tem uma versão local em 88 países, sendo traduzido para 76 linguagens.
Tem uma base de utilizadores composta por mais de mil milhões de pessoas, que todos os meses visualizam mais de 6 mil milhões de horas de vídeo.
A cada minuto são carregadas mais de 300 horas de vídeo para o YouTube.
Todos os dias os vídeos têm mais 4 mil milhões de visualizações diferentes, sendo a Arábia Saudita o país com mais visualizações diárias, com 90 milhões. Em 2015, o YouTube alcançou os 7.8 triliões de visualizações totais.
A estrela do YouTube mais bem paga é o PewDiePie, que recebeu $12 milhões em 2015. Também lhe pertence o canal mais famoso, com cerca de 42 milhões de utilizadores subscritos.
Em 2015, o YouTube teve uma receita de $4.28 mil milhões, com a venda de anúncios a contribuir com $1.55 mil milhões.
Em Portugal, o YouTube é o serviço de vídeos mais utilizado, tendo uma versão local, traduzida para português de Portugal.
Desde o início que se revelou um enorme sucesso, tendo uma grande adesão e passando a ser um dos sites mais visitados pelos portugueses.
Também em Portugal, como no resto do Mundo, já existem utilizadores que tiram proveito da sua popularidade e conseguem monetizar o seu canal.
Devido ao aumento de utilizadores interessados em fazer carreira no YouTube, já existe, em Oeiras, um centro de formação, a WeTube Academy, com cursos focados em audiovisual, de forma a preparar as pessoas para produzirem e editarem vídeos para o YouTube de forma mais rápida e com melhor qualidade.
Também foi criada uma Network, a Thumb Media, 100% portuguesa, que pretende que os criadores portugueses recebam o mesmo retorno monetário que outros países, como Canadá, Inglaterra ou Alemanha.
O YouTube continua a melhorar o seu serviço, oferecendo cada vez mais e maior diversidade de conteúdo, bem como melhorando a parte tecnológica.
Esta melhoria já se começa a sentir, com o YouTube a apostar cada vez mais em conteúdos exclusivos, assinando contratos de exclusividade com os YouTubers mais famosos e melhorando cada vez mais o processo de buffering, tentando que este passe a ser algo do passado.
Recentemente, foi anunciada que a aplicação móvel irá ter a possibilidade de enviar mensagens instantâneas, sem ser necessário sair da aplicação.
Está garantido que o YouTube continuará o seu processo de expansão para outras áreas, tendo já planos para lançar um serviço de streaming de televisão.
Seja qual for o próximo passo que o YouTube tome, parece garantido que continuará a acumular sucessos e a ser o serviço de streaming de vídeos dominador.