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Desenvolvimento sobre televisão móvel

 

Nos últimos anos tem-se vindo a observar uma mudança no tipo de conteúdos que o utilizador procura no sentido em que são cada vez mais especializados, personalizáveis e com cada vez mais interactividade. A acompanhar esta evolução está a tecnologia, em que se observam avanços importantes em áreas como: capacidade de miniaturização, largura de banda, algoritmos de compressão e correcção de erros, e muitos outros aspectos. No topo de todo este avanço tecnológico está o telemóvel. Hoje em dia o valor acrescentado do telemóvel é tal que já é um objecto indispensável e presente na maioria da população.

A mobilidade é sem dúvida um dos parâmetros mais exigidos pelo consumidor. De facto chegou-se a um ponto em que é possível aceder à Internet em qualquer lugar ou mesmo ver televisão digital num telemóvel. Uma característica importante do telemóvel é a facilidade que o consumidor tem em aceitar que o seu modelo actual está obsoleto (por falta de funcionalidades ou mesmo por design desactualizado) e adquirir um novo modelo. Assim foi possível implementar com facilidade a rede 3G, que trouxe débitos de canal suficientes para ser possível ver, num telemóvel, televisão ao vivo com qualidade razoável.

Do ponto de vista do utilizador ter televisão “anytime, anywhere” é um grande atractivo. Embora seja preferível ver televisão num formato maior, com melhor qualidade e conforto existem, sem dúvida, situações em que surge a necessidade da televisão móvel, como por exemplo:

- O utilizador pode querer continuar a ver um programa saindo de casa ou simplesmente entreter-se durante uma deslocação ou espera;
- Pode também ser aliciado a utilizar o serviço de televisão móvel se este disponibilizar outras funcionalidades ou experiências aparte da televisão convencional;
- Estando numa situação em que se encontra com outros, a ver televisão, o utilizador pode utilizar o dispositivo handheld para satisfazer a vontade individual de aceder a certo programa ou mesmo fazer zapping.

Do outro lado do modelo de negócio existem 3 grandes intervenientes na introdução do DVB-H no mercado, como se ilustra na figura seguinte: fornecedor de conteúdos, broadcaster DVB (-T) e o operador móvel.

Players DVB-H

Para os fornecedores de conteúdos ou mesmo para as cadeias televisivas, a televisão móvel é um meio de conquistar mais audiência, em tempo (quantidade de conteúdos visionados) como também em número de clientes (por fidelização). Os fornecedores de conteúdos têm de estar sujeitos à decisão do operador da rede de incluir, ou não, o produto no seu pacote de conteúdos. Embora exista a dúvida quanto ao nível do seu envolvimento na implementação da infra-estrutura, do ponto de vista do fornecedor de conteúdos esta parceria pode ser produtiva pela base de dados de clientes, bidirecionalidade na comunicação e meios de facturação complexos que uma operadora móvel possui. O sistema IPDC, que será descrito mais à frente, vem a facilitar esta simbiose pois adapta-se perfeitamente ao sistema GSM/UMTS.

Do lado do operador móvel pode ser desaconselhável implementar um receptor DVB-H no seu equipamento já que pode ser visto como uma forma de reduzir a utilização do telemóvel na rede celular. Isto pode ser contrariado com o incentivo por parte do fornecedor de conteúdos à utilização de interactividade (televoto, ou tráfego de dados relativos à programação). Quanto à transmissão do sinal, pode ser vantajoso para o operador móvel não recorrer a um broadcaster e montar a sua própria rede DVB-H, sendo o modelo de negócios bastante diferente.

Finalmente para o broadcaster DVB-T a implementação do DVB-H é bastante fácil pois a grande parte da infra-estrutura já está montada e requer apenas um investimento nos locais de recepção fraca já que este foi desenvolvido para uma recepção “rooftop”. É possível que estes queiram independência relativamente aos operadores móveis pois não é necessário que o receptor DVB-H tenha acesso à rede móvel, tudo vai depender do objectivo que definirem para o seu equipamento.


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