3.2. Gravação

 

Figura 5: Superfície de um DVD gravado [1]

 

Os dados armazenados em discos ópticos são gravados sob a forma de buracos microscópicos ou marcas, o espaço entre 2 buracos chama-se plano ou espaço, uma imagem exemplificativa desta nomenclatura está apresentada na figura 5.

 

 

 

 

·  Informação:

 

Os discos graváveis são feitos de um material desenhado para ser alterado fisicamente quando afectado pelo calor de um laser, criando marcas na sua superfície. À medida que o disco gira, as marcas passam por debaixo do feixe laser e são detectadas consoante a alteração que causam na intensidade do laser. Estas alterações ocorrem a um ritmo elevado, cerca de 300.000 vezes por segundo, e criam uma sequência de intervalos que é interpretada como um sinal digital codificado. Ao contrário do que se possa pensar, os buracos e planos não representam directamente zeros e uns mas sim cadeias binárias de vários comprimentos que não são apenas os dados de informação do disco.

                                                                                                                                                                                                                                           

 

 

 

·  Correcção de erros:

 

Metade da informação guardada serve de suporte à modulação dos dados e cerca de 13% do restante para corrigir erros, derivados de imperfeições do disco, riscos ou sujidade como um cabelo humano que pode cobrir cerca de 150 buracos de um disco. À medida que o disco vai sendo lido, a informação de correcção de erros é separada e verificada de maneira que se houver uma incoerência, os códigos de correcção de erros são utilizados para corrigir a falha. No caso de não conseguir corrigir o erro, uma de duas situações ocorre, ou o leitor passa para a secção seguinte do disco ou envia um sinal de erro e pára a leitura.

                                                                                                                                                                                                                                           

 

 

 

·  Camadas:

 

Uma das inovações mais interessantes que o DVD trouxe foi a possibilidade de aumentar a capacidade de armazenamento

utilizando várias camadas do disco.

 

Utilizando um laser com a capacidade de focar a dois níveis pode-se ler duas camadas do disco, assim para ler a camada de baixo bastaria focar o laser na camada inferior, lendo através da camada superior. Para que tal seja possível, a camada exterior é coberta com um material semi-reflectivo que permite ao laser ler através da camada quando focado nela. Quando um leitor lê um disco, começa da zona interior e move-se em direcção ao exterior seguindo um caminho em espiral, que equivale a cerca de 12 km se fosse esticado em recta. Ao chegar ao fim da primeira camada o laser efectua uma mudança de foco para a camada interior de forma a continuar a leitura de forma suficientemente suave. [2]

                                                                                                                                                                                                                                           

 

 

 

·  Compatibilidade:

 

As normas do DVD não requerem compatibilidade com a tecnologia anterior, os CD’s, compatibilidade inversa, no entanto os fabricantes estão atentos à importância deste facto e desenvolvem técnicas que a permitam. A dificuldade deste problema consiste no facto que os buracos num CD estão a um nível diferente dos DVD’s, como está patente na figura 6. A solução para este problema consiste na utilização de lentes com diferentes focos ou holográficas.

 

Para além disto os CD’s não reflectem a luz na zona de funcionamento dos lasers de DVD, 635-650 nm, e desta forma é necessário utilizar um segundo laser para funcionar a 780 nm.

 

Por fim, a nível de dados, os sistemas de DVD lêem CD’s nos formatos mais comuns recorrendo a firmware. [1]

 

Figura 6: Comparação entre espaçamento dos buracos em CD's e DVD's [2]