
Figura 5: Superfície de um DVD gravado [1]
Os dados armazenados em discos ópticos são gravados sob a forma de buracos microscópicos ou marcas, o espaço entre 2 buracos chama-se plano ou espaço, uma imagem exemplificativa desta nomenclatura está apresentada na figura 5.
Os discos graváveis são feitos de um material desenhado para ser alterado fisicamente quando afectado pelo calor de um laser, criando marcas na sua superfície. À medida que o disco gira, as marcas passam por debaixo do feixe laser e são detectadas consoante a alteração que causam na intensidade do laser. Estas alterações ocorrem a um ritmo elevado, cerca de 300.000 vezes por segundo, e criam uma sequência de intervalos que é interpretada como um sinal digital codificado. Ao contrário do que se possa pensar, os buracos e planos não representam directamente zeros e uns mas sim cadeias binárias de vários comprimentos que não são apenas os dados de informação do disco.
Metade da informação guardada serve de suporte à modulação dos dados e cerca de 13% do restante para corrigir erros, derivados de imperfeições do disco, riscos ou sujidade como um cabelo humano que pode cobrir cerca de 150 buracos de um disco. À medida que o disco vai sendo lido, a informação de correcção de erros é separada e verificada de maneira que se houver uma incoerência, os códigos de correcção de erros são utilizados para corrigir a falha. No caso de não conseguir corrigir o erro, uma de duas situações ocorre, ou o leitor passa para a secção seguinte do disco ou envia um sinal de erro e pára a leitura.
· Camadas:
Uma das inovações mais interessantes que o DVD trouxe foi a possibilidade de aumentar a capacidade de armazenamento
utilizando várias camadas do disco.
Utilizando um laser com a capacidade de focar a dois níveis pode-se ler duas camadas do disco, assim para ler a camada de baixo bastaria focar o laser na camada inferior, lendo através da camada superior. Para que tal seja possível, a camada exterior é coberta com um material semi-reflectivo que permite ao laser ler através da camada quando focado nela. Quando um leitor lê um disco, começa da zona interior e move-se em direcção ao exterior seguindo um caminho em espiral, que equivale a cerca de 12 km se fosse esticado em recta. Ao chegar ao fim da primeira camada o laser efectua uma mudança de foco para a camada interior de forma a continuar a leitura de forma suficientemente suave. [2]
As normas do DVD não requerem compatibilidade com a tecnologia anterior, os CD’s, compatibilidade inversa, no entanto os fabricantes estão atentos à importância deste facto e desenvolvem técnicas que a permitam. A dificuldade deste problema consiste no facto que os buracos num CD estão a um nível diferente dos DVD’s, como está patente na figura 6. A solução para este problema consiste na utilização de lentes com diferentes focos ou holográficas.
Para além disto os CD’s não reflectem a luz na zona de funcionamento dos lasers de DVD, 635-650 nm, e desta forma é necessário utilizar um segundo laser para funcionar a 780 nm.
Por fim, a nível de dados, os sistemas de DVD lêem CD’s nos formatos mais comuns recorrendo a firmware. [1]

Figura 6: Comparação entre espaçamento dos buracos em CD's e DVD's [2]