A norma DVB-T desenvolvida pelo DVB Project é a utilizada para a distribuição do sinal da TDT e fornece entre outras especificações para a estrutura de trama, codificação de canal e modulação.
O elemento chave é a utilização de COFDM (coded orthogonal frequency division multiplex) que permite utilizar um grande número de sub-portadoras e entrega um sinal robusto com capacidade de suportar melhor as atenuações, interferências e desvanecimento devido a multi-percurso. Além disso possui diversas caracteristicas que permitem tornam o sistema adpatável às necessidades do operador operador de rede consoante o tipo de serviço que pretendam fornecer:
- 3 opções de modulação (QPSK, 16QAM, 64QAM)
- 5 ritmos de de FEC (forward error correction)
- 4 opções para intervalo de guarda
- Escolha de portadora (2k ou 8k)
- Pode funcionar com canais de diferentes largura de banda (6MHz, 7MHz, 8MHz)
A rede de TDT apresenta dois modos fundamentais de transmissão:
SFN (Single Frequency Mode): todos os transmissores estão sincronamente modulados com o mesmo sinal e radiam na mesma frequência. Dado a capacidade multi-percurso do sistema CODFM sinais recebidos na antena contribuem positivamente para a obtenção do sinal recepcionado, caso cheguem ao receptor dentro do tempo definido pelo intervalo de guarda.
MFN(Multi-Frequency Network) cada transmissor com o seu canal transmite num frequência independente eliminando assim a interferência co-canal.
Transmissão
Figura 6. Diagrama de blocos de um transmissor de TDT
Splitter – Este módulo efectua a divisão de dois TS (transport streams) diferentes permitindo assim operar num modo hierarquico (onde se transmite dois sinais simultâneos com diferentes prioridades - "simulcast"). Permite, por exemplo, receber dependendo do nível de sinal-ruído a emissão em SDTV ou em HDTV.
MUX Adaptation /Energy Dispersal – Divide o sinal em containers de 188 bytes (187 bytes MPEG-2 TS + 1 byte sincronismo) e torna a sequência de bytes não correlacionada através da técnica PRBS (PseudoRandom Binary Sequence)
Outer Coder – Representa o primeiro nível de correcção de erros, onde é utilizado a codificação Reed-Solomon (204,188), acrescentando um overhead de 16bytes e permite corrigir 8 bytes por pacote TS.
Outer Interleaver - Utilza um método de convutional interleaving para efecutar o entreleçamento ao nível do byte para tornar a sequência mais resistente a erros em rajada. Os blocos de interleaver são compostos por 12 ramos funcionando segundo o algoritmo de FIFO. Necessita de capacidade de armazenamento, sincronização e é mais afectado por erros periódicos.
Inner Coder - Segundo elemento de correcção de erros que através de um codificador convolucional com ritmos de codificação 1/2, 2/3, 3/4, 5/6 e 7/8 pretende corrigir a ocorrência de erros binários.
Inner Interleaver – Segundo elemento de interleaving utiliza dois processos distintos para efectuar o entreleçamento agora ao nível do byte e do símbolo. Através do entreleçamento de simbolo cada uma das portadoras do ODFM é modulada independentemente.
Mapper – efectua a modelação do sinal segundo as opções de modulação definidas
Pilots and TPS Signals - informação adicionada ao sinal para permitir o receptor efectuara a sincronização e obter parâmetros indicando o número da super trama, o esquema de modulação utilizado, informação da hierárquia (se utilizado), ritmo de código (inner coder), intervalo de guarda e o modo de transmissão.
Frame Adaptation – Os símbolos obtidos do mapper são organizados em containers de (1512, 3024 ou 6048 amostras por bloco). Uma trama é construída com 68 destes blocos e uma supertrama é composta por 4 tramas.
OFDM – Aplicação da técnica de modulação OFDM.
Guard Interval Insertion – Serve para introduzir um tempo de guarda após cada símbolo que torna a modulação mais robusta ao erros de multi-percurso à custa de um inferior aproveitamento da largura de banda.
D/A – Efectua a conversão do sinal digital em analógico e modulado na frequência pretendida (VHFou UHF).
Front End– Envio do sinal resultante para a antena.
A norma DVB-T está preparada para utilzar apenas a codificação de vídeo MPEG-2. No entanto com a introdução da norma H.264 foi definido uma camada de adaptação (NAL - Network Abstraction Layer) que permite utilizar a camada de transporte do MPEG-2 para a transmissão de diferentes codificações. A codificação MPEG-4 está a se tornar o standard do TDT sendo cada vez maior o número de países a adoptá-la ou mesmo a fazer a actualização do sistema.
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