Codificação do canal. A partir do momento que o sinal é transmitido pela atmosfera (meio ruidoso), há que tomar precauções para diminuir a taxa de erros por símbolo, sendo isso feito através da codificação do canal de transmissão.
Numa primeira fase, adiciona-se redundância no emissor ao sinal a transmitir de modo a ser possível detectar e corrigir erros de transmissão (símbolos FEC – Forward Error Correction). No entanto, a introdução desta redundância irá aumentar o débito binário e originará um atraso maior na recepção do sinal. Depois, segundo a norma DVB-T, a codificação do canal é feita de acordo com a figura seguinte [6].

Tal como indicado na figura, a codificação do canal é realizada em 4 etapas:
• RS (Reed-Solomon) – Consiste num código que permite detectar e corrigir erros de transmissão até um número limite de bits errados. No DVB-T é utilizado o código RS (204,188), o que significa que em 204 bytes transmitidos 188 são de informação e 16 são de redundância, ou seja, por cada bloco de bytes transmitido, 16/188=8% dos mesmos é informação para correcção de erros. Este código tem capacidade para corrigir até 8 bytes por cada pacote de 188 bytes.
• Interleaver – Nesta fase os dados são reordenados de uma maneira não contígua de forma a facilitar a recuperação de erros de burst, sendo usado em conjunto com o código Reed-Solomon.
• Codificação Convolucional e Puncturing – Na codificação convolucional, é introduzida 100% de redundância nos dados de entrada, aumentando o débito binário para o dobro, reduzindo o code rate para metade. No entanto, como não é necessária a máxima robustez, são descartados alguns dos bits produzidos pelo codificador convolucional [7].
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