ist PROJETO WEBM, UMA ALTERNATIVA PARA O VIDEO NA WEB
Marcelo Félix, Nº 59075
Instituto Superior Técnico
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Modelos de Negócio

Apoios

figura 5
Figura 5 – Principais empresas a apoiaro Porjecto WebM, desde o seu início.[1]

Este projecto já conta com um enorme apoio de fabricantes de hardware, o que permitirá desenvolver os codificadores do VP8 e diminuir o tempo de codificação, que é um dos aspectos em que o codec se encontra mais atrasado. Como todo este projecto está aberto, a adaptação deste ao hardware e a possibilidade de hardware dedicado irá impulsionar este projecto para o futuro. Para além do apoio do Hardware, existe o apoio de muitos fabricantes de Software. Estes irão fornecer as ferramentas necessárias para poder codificar este codec. Os principais apoiantes no início deste projecto podem ser observados na Figura 5. Depois do anúncio do projecto e da libertação das patentes do VP8, várias empresas mostraram a sua intenção de contribuir também para o seu desenvolvimento.[1]
No início do lançamento do Projecto, Kevin Lynch, da Adobe, mencionou no Google I/O, que irão incluir o codec de vídeo VP8 no reprodutor de Flash na sua próxima versão, que irá fornecer aos utilizadores acesso a uma semelhante qualidade de vídeos de alta definição em todos os dispositivos ligados por internet. [14]
Com o suporte do HTML5, a Microsoft e o decidiu apoiar a reprodução do codec de vídeo VP8 no IE9, bastando apenas este estar instalado no Windows. [15]
O Skype, que lançou recentemente a versão 5.0 do seu software, que usa o codec de vídeo VP8, onde 40% das suas chamadas são de vídeo.[16]
O site de vídeos Youtube, da Goolge, está a codificar todos os novos uploads em WebM e está também a trabalhar em codificar todo o seu catálogo de vídeos em WebM. Tendo em conta o tamanho deste catálogo (perto de 6 anos de vídeo são inseridos no site todos os dias), este processo irá ser demorado. Até agora conseguiram codificar os vídeos que originam 99% das visualizações e 30% de todos os vídeos. [17] Para além disto, no início de 2011, a Google decidiu que o seu browser, o chrome, irá deixar de suportar ocodec de vídeo H.26, na continuação do seu plano de desenvolver os codec abertos. [18]

Desenvolvimento

figura 6
Figura 6 – Evolução da velocidade de descodificação em single-core. [19]

Com o apoios de todas estas empresas e o patrocino da gigante Google, a evolução dos descodificadores tem se tronado bastante rápida. Em Outubro de 2010 foi lançado o codec SDK. Aylesbury. A evolução, em termos de velocidade de descodificação, pode ser observada na imagem 6. [19]
figura 7
Figura 7 – Comparação entre os descodificadores Anthill e Bluebery. [20]

Em Maio de 2011 foi lançado uma nova versão do descodificador. A Comparação entre as duas versões é ilustrada na Figura 7. É visível o bitrate necessário para necessário a uma qualidade de 720p, a 30 fps, para ter 33dB de nível de qualidade PSNR.[1]

Novas Tecnologias

Outra ajuda para a globalização do WebM é a nova versão do HTML, o HTML5. O HTML5 introduz tags de média, áudio e vídeo, o que permite que o browser tenha um reprodutor de média sem a adição de plug-ins. O Youtube já faz uso destas especificações.Apesar de ainda estar em fase experimental, já podemos ver vídeos sem a instalação do Flash Player, proprietário da adobe e que a Apple quer remover por completo de todos os seus dispositivos.
Neste o momento as versões mais recentes dos browsers que suportam o HTML5, representam 99% do mercado. Quanto ao próprio WebM, também será suportado por estes mesmos browsers, à excepção do Safari, da Apple, que é a única grande empresa no mundo das comunicações e da informática que não mostrou qualquer apoioa este projecto. [21]
O desenvolvimento deste projecto está num nível incrivelmente rápido. Existem evoluções semanais significativas no blog oficial do WebM, onde a sua última novidade, é a introdução de vídeos 3D webM na web, na NVIDIA 3D Visions, com o suporte da NVIDIA. O 3D está a vingar no mercado e a crescer rapidamente. O HTML5 irá ter um reprodutor e o Youtudo vídeos em 3D. [46]
O projecto WebM possui ainda um projecto irmão, com o nome de WebP. Este projecto também está a ser desenvolvido pelo Google e é um novo formato de imagens, para compressão lossy. A tecnologia é baseada no codec de video VP8 e também foi lançado segundo a licença BSD. Este pretende substituir as imagens em JPEG, oferecendo uma eficácia de compressão para a mesma qualidade de 40%. A reconstrução destas imagens é baseada nas tramas intra das especificações do VP8. [22]