Introdução

A forma como os utilizadores da Internet consomem informação tem vindo a mudar ao longo dos tempos, e além do uso normal, como aceder a páginas web, enviar e-mails e fazer download de ficheiros, os utilizadores procuram cada vez mais ver filmes, programas de televisão e outros tipos de conteúdo multimédia recorrendo à rede.

Fazendo streaming, pode-se aceder aos conteúdos em tempo real, não sendo necessário esperar que termine o download de todo o conteúdo para ser possível consumi-lo.

Nas redes peer to peer, os vários clientes transmitem informação entre si, não havendo necessidade de um servidor central. Isto permite que todos os nós partilhem recursos como largura de banda e capacidade de processamento, aumentando a escalabilidade do sistema. Além disso, permitem uma maior tolerância a falhas do que os sistemas normais de cliente/servidor, já que as redes P2P continuam a funcionar mesmo que haja falha de nós.

Os sistemas tradicionais de streaming funcionam numa lógica cliente/servidor. Como já foi referido, isto tem algumas desvantagens em termos de escalabilidade e tolerância a falhas, pelo que se começou a utilizar redes P2P para fazer streaming. Isto trás alguns problemas, já que há requisitos muito estritos de atraso que têm de ser cumpridos em streaming multimédia, que são mais difíceis de garantir numa arquitectura P2P do que numa tradicional de cliente/servidor.

O resto do artigo está organizado da seguinte forma: a secção 2 fala sobre streaming genérico; a secção 3 sobre streaming em redes peer to peer, falando-se em 3.1 de arquitecturas destes sistemas, em 3.2 de um sistema real e em 3.3 resultados práticos obtidos por este sistema; para finalizar, a secção 4 trata da situação actual e passado recente dos sistemas mais populares que utilizam esta tecnologia.

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