Origens do Blu-Ray Disc

Desde sempre houve a necessidade de armazenar informação em dispositivos portáteis para guardar ou transmitir informação. Foram surgindo ao longo do tempo diferentes técnicas de armazenamento, desde os “pré-históricos” cartões perfurados do século XVIII com capacidade de 960 bits, passando pelas fitas magnéticas, fitas cassetes, VHS, CDs, DVDs até ao Blu-ray descrito neste artigo, é notável a evolução tanto a nível de armazenamento, de desempenho e dimensões, que foi sendo exigida até aos dias de hoje (ver Ilustração 1).

A necessidade de uma nova tecnologia surgiu com a criação da TV de alta definição. A capacidade de armazenamento do DVD tornou-se insuficiente para este tipo de aplicação, visto que, a resolução máxima deste é de 720x480 pixels, enquanto que a TV de alta definição trabalha com resoluções como 1920x1080 pixels. Na prática, duas horas de vídeo de alta definição com compactação de dados requerem, em média, 22GB de espaço em disco, sendo que no caso dos DVDs, a capacidade máxima que se consegue atingir é de 17GB. A tecnologia Blu-Ray foi então desenvolvida em Fevereiro de 2002 por um consórcio de empresas como Apple, Dell, Hitachi, HP, JVC, LG, Mitsubishi, Panasonic, Pioneer, Philips, Samsung, Sharp, Sony, TDK e Thomson, com o intuito de ser a sucessora do DVD. O seu nome é derivado da tecnologia subjacente. Esta utiliza um laser ultra-violeta para ler e gravar dados. O nome é, portanto, uma combinação de “Blue” e “Ray”.