Comunicação de Áudio e Vídeo

Tablets





MODELO DE NEGÓCIOS

As principais funções de um tablet alteraram-se com as necessidades dos utilizadores e com a tecnologia dísponivel. A chave do sucesso de Steve Jobs com o iPad foi fruto da perfeita formatação das funcionalidades do aparelho às necessidades e lacunas do mercado. Mas nem sempre foi assim.


Dados Relevantes

Anos 1980/1990

Inicialmente, na década de 1980/90, o tablet tinha como principal funcionalidade o reconhecimento da escrita manual (ou através de uma “pen”) e a interacção táctil. O fraco desempenho dos componentes, as tecnologias disponiveis na altura e a fraca aposta de marketing levaram ao fracasso da ideia.

Década 2000

Já o tablet comercializado pela Microsoft, em 2001, teve como principal objectivo substituir os notepads (PDA). Aí o publico alvo era muito focado nas empresas e o uso do tablet quase restringido ao local de trabalho. Os baixos desempenhos dos aparelhos tecnológicos portáteis foram um grande entrave. O número de vendas a particulares foi reduzido.

Década 2010

Em 2010, com o aparecimento do iPad há uma revolução nos serviços oferecidos pelo dispositvo tablet. O iPad altera a definição de tablet, torna-se num dispositivo portátil, prático e intuitivo com uma vasta lista de características muito próprias, permitindo abranger um público muito variado e sempre com alto desempenho.

1. Autonomia muito elevada.
2. Design requintado e vanguardista.
3. Muito interectactivo e intuititvo, fácil de usar.
4. Wireless e portátil
5. Vasta biblioteca virtual (imagens, livros, jornais, vídeos,etc).
6. Componente lúdica muito explorada (fruto do desenvolvimento de um variado e vasto leque de aplicações).

O sucesso do iPad é inquestionável. A quota de mercado da Apple em tablets é muito significativa (57% mercado mundial, dados de Abril de 2012) apesar de um declínio nos últimos tempos. Na altura do seu lançamento e nos tempos que se seguiram, esse domínio era avassalador. Apesar do preço não ser muito apelativo (sobretudo em tempos de crise económica) e do tablet não substituir o computador (portátil ou fixo) ou o smarthphone, foram batidos todos os máximos de vendas de dispositivos móveis no mundo. A febre do iPad fez com que as grandes marcas rapidamente desenvolvessem os seus tabltes. Inicialmente não conseguiram atingir o nível do iPad, permitindo à Apple dominar quase por completo o mercado de tablets a nível global.

Mercados

Android

Os dados respectivos ao último trimestre do ano de 2011 mostram uma mudança no mercado de aparelhos com o sistema operativo Android. O modelo Kindle Fire da Amazon, passou a deter a maior quota de mercado dos aparelhos com sistema operativo Android nos Estados Unidos, destornando a Samsung, dominadora até à época. Segundo a comScore, uma empresa de análise de mercados norte americana, o Kindle Fire representa 54% do mercado Android. Já nos dois primeiros meses do presente ano duplicou a sua quota de mercado global. Isto deve-se ao preço bastante mais baixo quando comparado a tablets semelhantes e às variadas opções de personalização do aparelho. Apesar de quase pioneira no mundo dos tablets, a Microsoft apenas tem 1,5% do mercado.

Android vs Apple

No final do ano de 2010 a Apple detinha cerca de 85% do mercado global de tablets, apesar do grande aumento de vendas de tablets que não usam o sistema Apple no último trimestre do ano. Estima-se que em 2010 tenham sido vendidos 18,6 milhões de tablets no mundo. No ano de 2011, a Apple dominou em todos os trimestres. O número de aparelhos vendidos pela marca subiu exponencialmente durante o ano. No último trimestre do ano os dados apontam para 15,432 milhões de iPad’s vendidos e 11,36 milhões de aparelhos sem sistema Apple. Foi a maior aproximação dos produtos com sistema Android, que se deve ao enorme sucesso do Kindle Fire da Amazon, tal como referido. Assim, no final do ano a Apple detinha 57,6% do mercado enquanto a Android 39,1%, num total de 66,9 milhões de tablets vendidos a nível global. A menor quota de mercado para a Apple desde o aparecimento do iPad.

Estudos realizados para o ano de 2012 (consultora Gartner) apontam para um aumento do número de tablets vendidos a nível mundial de cerca de 98%. Prevê-se também uma nova descolagem na quota de mercado da Apple para 61,4% fruto do lançamento do novo iPad no mês de Março. Assim, apesar do sucesso do Kindle Fire, o domínio da Apple irá ser mais significativo. Relativamente à Microsoft espera-se que atinja uma quota de mercado a rondar os 4% com o lançamento do sistema Windows 8. Várias marcas pretendem preparar os seus aparelhos para suportar o sistema Android e o sistema Windows 8. Até 2016, estima-se que as posições se mantenham, com uma aproximação da Android à Apple e com a Microsoft a atingir 11,8% de quota de mercado. Estima-se, curiosamente, que em 2016 um terço das vendas de tablets será para empresas.

Mercado afectado : Imprensa

O desenvolvimento de aplicações com notícias diárias online grátis e a queda na venda de jornais e revistas levou as editoras a apostar no mercado das aplicações. Assim os mais variados jornais, canais de televisão e revistas lançam as suas aplicações exclusivas para tablets. Em alguns países, era a Apple quem desenvolvia as aplicações ficando a editora com uma percentagem das receitas. Em 2011, as editoras passam a desensolver as suas aplicações, ficando com o total das receitas provenientes. Em alguns países, onde a publicidade na internet não é muito valorizada, a escassez ou não existência de publicidade nas aplicações para os tablets faz com que o negócio não seja muito rentável, visto que a grande maioria das receitas vem da venda da aplicação e o custo não é muito elevado. No entanto, nos Estados Unidos o custo das aplicações é ainda mais baixo mas suportado pelo facto da publicidade na internet atingir valores muito elevados. O exemplo do “New York Times” que tem uma política de marketing exclusiva para tablets. Assim, a imprensa em geral tenta ainda procurar a melhor forma de fazer grandes lucros com as aplicações para tablets.