Encolhendo o enorme
O conteúdo televisivo é constituído por áudio
e vídeo, que se não comprimidos ocupariam uma largura de banda demasiado
grande para as capacidades da rede de distribuição. De forma a solucionar
este problema são usados codecs derivados dos standards H.263 e H.264/MPEG-4
AVC que baixam o tamanho do conteúdo audiovisual. O standard H.263 foi inicialmente
desenhado para suportar sistemas de comunicação com pouco atraso e
de débito baixo e variável, como videoconferência e telefonia,
mas à medida que novas extensões foram adicionadas em versões
posteriores, este standard encontrou uso noutras aplicações. Tem como
características especiais o facto de suportar cinco resoluções,
comunicação visual uni ou bidireccional, capacidade de compensação
de movimento, redundância espacial e uma maior robustez que os seus antecessores
contra perda de dados no canal de transmissão. [15] [16] Já o standard
H.264 foi desenhado com o objectivo de fornecer boa qualidade de vídeo usando
bitrates menores que os dos standards anteriores, além de possuir felxibilidade
suficiente para poder ser aplicado numa miríade de aplicações
sobre várias redes e sistemas, incluindo vídeo de alta e baixa resolução,
radiofusão, armazenamento de DVD e redes de pacotes IP. Esses objectivos
foram de facto atingidos, consequência de uma maior resiliência a perdas,
predição multi e inter-imagem, uma melhor predição espacial,
codificação lossless (sem perdas de dados) e um maior controlo de
quantização, entre outros. [17] [18] Comparando os dois, observa-se
que na maioria dos bitrates o H.264 permite uma redução até
50% para um grau semelhante de optimização do codificador. Oferece
também consistentemente uma melhor qualidade de vídeo, uma maior resiliência
a erros e permite mais facilmente o transporte de fluxos de bits sobre diferentes
redes. [19][20]

Mas o conteúdo da IPTV não é feito só
de vídeo, e é portanto também necessário implementar
normas de compressão de áudio, sendo a especificada para o H.264 o
Advanced Audio Coding (AAC). Esta norma foi desenhada com o objectivo de suceder
ao formato MP3, e suporta a inclusão de 48 canais áudio (até
aos 96 kHz, o dobro do MP3). Para atingir os requerimentos de "transparência"
auditiva da International Telecommunication Union (ITU), é necessário
um bitrate de 128 kbit/s para estéreo e 320 kbit/s para áudio 5.1.
[22] De forma a representar áudio digital de alta-qualidade com uma reduzida
quantidade de dados são descartados componentes perceptualmente irrelevantes,
e eliminadas as redundâncias do sinal.