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No início
do século XXI, a era do cinema digital explodiu um pouco
por todo o mundo. Assim, surgiu a necessidade dos sete
maiores estúdios cinematográficos criarem a Digital
Cinema Initiatives (DCI), um consórcio no qual se
estabeleceram uma série de especificações que daí em
diante estes estúdios passariam a utilizar. Por este
motivo, em Março de 2002, Disney, 20th Century Fox, MGM,
Paramount, Sony Pictures Entertainment, Universal e
Warner Bros. Studios juntaram-se para desenvolver este
projecto. Em cooperação com a American Society of
Cinematographers (ASC), a DCI publicou em 2005 a
primeira versão desta especificação. É de referir que a
DCI não é uma norma, apesar de praticamente todos os
estúdios a seguirem como tal, pois necessitaria da
aprovação da SMPTE (Society of
Motion Picture and Television Engineers). Em
Abril de 2007, surgiu a versão 1.1 deste documento
[5]. Já em Março de 2008,
surgiu a especificação actual
[6]. De entre as inúmeras imposições acordadas entre
este consórcio podem-se destacar algumas:
·
Criação da DCDM (Digital
Cinema Distribution Master): bloco que providencia
especificações para a imagem, áudio e legendas.
·
A compressão de imagem utilizada segue a norma
JPEG 2000.
· Packaging:
empacotamento do conteúdo obtido pela DCDM, em que o
output deste processo é designado por DCP (Digital
Cinema Package).
·
Transporte: como chega o
conteúdo às salas de cinema de todo o mundo.
·
Sistemas de projecção nos
cinemas: o equipamento necessário para cada sala de
cinema reproduzir os filmes.
·
Segurança: processo muito importante no cinema digital,
abordado nesta secção. |