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Não
se pode considerar uma data ao certo para o começo da
era do cinema digital, no entanto, pode-se olhar para
1977 como o início de uma nova filosofia no mundo do
cinema. Tal deve-se a George Lucas, aquando da
realização do início da saga “Star Wars”, pois pela
primeira vez a tecnologia dos efeitos especiais foi
utilizada no mundo cinematográfico
[2]. Depois das
experiências com esta película, Lucas gastou milhões de
dólares no desenvolvimento daquele que viria a ser o
primeiro sistema de edição digital, o “EditDroid”, a
partir do qual era possível transferir as imagens para
os discos dos computadores e aliviar o trabalho árduo
dos editores com as bobinas dos filmes
[3]. Mais tarde, Lucas
vendeu o seu departamento de computadores a Steve Jobs,
um dos co-fundadores da Apple, posteriormente
transformada na produtora Pixar, que aproveitando a
tecnologia de Lucas desenvolveu o software “RenderMan” e
em 1995, com o apoio da Disney, usou-o no primeiro filme
de animação por computador, “Toy Story”, apesar de para
muita gente “Cassiopeia” ter sido a primeira longa
metragem 100% digital, pois os personagens de “Toy Story”
foram modelados inicialmente fora do computador
[4]. É de notar que
apesar destes filmes serem realizados em formato
digital, ambos foram projectados em películas de 35mm
nos cinemas da época, pois à data apenas tinham sido
feitas algumas demonstrações públicas de cinema digital,
datando a primeira de 1992 com o filme “Bugsy”[2].
Só por volta de 2001 começaram a surgir os primeiros
cinemas totalmente digitais, cerca de 32 à época
[2]. Assim, em Março de
2002 surgiu a necessidade de criar a DCI, organização
formada pelos sete maiores estúdios cinematográficos de
Hollywood, criando várias especificações que se
passariam a utilizar no mundo do cinema digital
[1]. |