Introdução

Hoje em dia, cada vez mais o mundo das comunicações está a escolher usar um sinal digital em detrimento de um analógico. Esta conversão analógico-digital teve um impacto significativo no mundo das telecomunicações. À medida que os vários conteúdos passaram a ser digitais, começaram a tornar-se semelhantes do ponto de vista da rede que os transporta. A rede já não “quer saber” se o que está a transportar representa uma chamada telefónica, um canal de televisão, ou uma página Web. Para a rede agora são tudo bits, podem ter diferentes débitos e diferentes requisitos como por exemplo atraso, mas no final são todos apenas bits. Esta semelhança dos conteúdos do ponto de vista da rede leva a uma questão óbvia: Então se os dados são tão parecidos, para quê ter uma rede para cada um em vez de uma rede para todos? A resposta a esta pergunta levou à convergência das redes a que hoje assistimos.

O maior exemplo desta convergência é a criação por parte das empresas de telecomunicações de soluções de Triple-Play (dados, voz e vídeo) e até mesmo Quad-Play.

Assim, as empresas de telecomunicações podem ”expandir os seus horizontes” e criar novas oportunidades de negócio, concorrer com as empresas fornecedoras de serviço televisivo terrestre, por cabo e por satélite. Tal facto vai tornar o mercado mais competitivo e implicar também uma maior oferta de serviços para o utilizador.

De todos estes novos serviços integrados, o que lança um maior desafio em termos técnicos (rede, débito, qualidade de serviço) é a transmissão de televisão digital.

Existe um variado leque de alternativas para transmissão digital de televisão disponíveis, nomeadamente Digital Video Brodcast (DVB) por cabo, satélite, terrestre e IPTV. Dentro destes sistemas escolhemos falar de um que considerámos particularmente interessante pelas implicações que introduz na rede, o IPTV. No entanto para descrever o IPTV, é necessário referir o contexto em que este se encontra. Por isso, este artigo refere também aspectos adjacentes à evolução da televisão, nomeadamente de analógica para digital, assim como a convergência das redes digitais numa só rede.

Entrando concretamente no tema central do artigo, o IPTV pode ser descrito como um serviço de televisão digital em que, a televisão em vez de ser transmitida pelo formato tradicional de difusão, é recebida pelos telespectadores que subscrevem o serviço através das redes de dados existentes. Neste serviço a transmissão é encapsulada no protocolo IP do modelo OSI. Um aspecto que geralmente provoca alguma confusão é o facto de, por ser usado o protocolo IP, e de IP querer dizer Internet Protocol, isso não significar que os dados do IPTV são transmitidos pela Internet. IPTV usa apenas o mesmo protocolo que é usado pela Internet.

Juntamente com IPTV, os utilizadores residenciais podem também ter acesso a novos serviços como VOD (Video on Demand), televisão interactiva ou EPG (Electronic Program Guide).

Neste artigo será descrito mais detalhadamente a evolução da televisão analógica para digital (que possibilitou o aparecimento da tecnologia IPTV), a evolução da largura de banda, as características técnicas tais como arquitectura de rede e requisitos de rede do IPTV. Serão descritos os casos da distribuição por cabo e mais extensivamente a distribuição por xDSL. Será ainda descrito o cenário actual português em termos de IPTV, a sua penetração no mercado de fornecimento de televisão em Portugal e ainda a evolução futura que esta tecnologia poderá sofrer.

Resumo
Introdução
Evolução até à IPTV
Arquitectura
IPTV: Vantagens e Desvantagens
IPTV em Portugal
O Futuro do IPTV
Referências
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