3D-Text-effect

História

A criação de imagens em 3D data de 1844, quando David Brewster introduziu o chamado estereoscópio, aparelho que conseguia fotografar em 3D. Com o passar do tempo, esta descoberta foi passando para o uso pessoal, dado, que na altura da segunda guerra mundial, já era facto comum.

estereoscopio

Para além da fotografia, outro dos baluartes da imagem 3D, é sem dúvida o cinema. Em paralelo com os factos já citados, já em 1855 foi inventado o Kinematoscope (ou seja a câmara de animação estéreo), o primeiro filme anaglífico foi produzido em 1915, e em 1922 surgiu nas salas de cinema o primeiro filme 3D intitulado “The Power of Love”.

Como muitas outras tecnologias, a segunda guerra mundial também deu um empurrão à implementação do 3D, com a concorrência entre os EUA e União Soviética, tendo na primeira, sido lançados vários títulos 3D nos cinemas na década de 50 e na segunda assistiu-se à primeira produção 3D completa em 1947.

O 3D manteve-se entre nós, nomeadamente tendo as produtoras apostado em alguns títulos 3D, onde o próprio público, mais juvenil, era considerado um alvo mais fácil, sendo que menos importaria a qualidade efectiva do efeito em si, dando a possibilidade, assim, de serem feitos mais testes a esta técnica, entre estes títulos encontram-se Toy Story (1995), Shrek (2001) ou Madagáscar (2005).

toy_story_buzz_lightyear-4957
avatar_69
madagascar
shrek1

Nos últimos anos, assistiu-se a um novo fulgor do 3D, quer no departamento de jogos de computador quer no campo cinematográfico 3D, tendo sido lançados títulos como Avatar, que rendeu US$232 milhões mundialmente só no seu primeiro fim-de-semana de exibição e tornou-se o maior sucesso de bilheteira de sempre.

 

No que concerne à televisão 3D, esta foi patenteada no ano de 2002, por dois cientistas alemães, que à altura, franquearam um sistema de projecção que simulava a visão tridimensional dos objectos em movimento. A ideia, é próxima da que, agora é utilizada pelos aparelhos 3D com óculos (Shutter/Obturador, tecnologia explicada mais à frente), sendo que a tela é composta por cristal líquido e segundo a explicação de um dos cientistas, tal como a câmara fotográfica deixa passar a imagem, no momento em que é disparado o obturador, temos um vislumbre de uma cena. Adaptando a técnica aos dois olhos, o cérebro funde as imagens, e perceptivamente, teremos uma imagem 3D.