Tipos de Protecção de Conteúdos e o FairPlay
Actualmente existem três técnicas principais para assegurar a troca segura de propriedade intelectual: algoritmos de criptografia, gestão de chaves e técnicas Watermarking que, apesar de funcionarem de maneira distinta das duas primeiras técnicas, não deixa de ser uma técnica de gerenciamento de direitos digitais.
Criação do FairPlay
Quando a Apple, em 2003, concebeu a sua loja online integrada no iTunes – a iTunes Store – simultaneamente adicionou-lhe um mecanismo DRM por si criado – o FairPlay. Vale a pena debruçarmo-nos sobre o seu funcionamento, pois este sistema foi, seu dúvida, o que obteve mais sucesso no mundo do comércio de conteúdos multimédia digitais. A estratégia contribuiu para que a iTunes Store rapidamente se tornasse nº1 em vendas online de música.
Descrição
O FairPlay foi incorporado no pacote multimédia da empresa de Steve Jobs, abrangendo os softwares QuickTime e iTunes e os dispositivos iPhone, iPod e Apple TV. O conceito de funcionamento é fazer a codificação dos conteúdos localmente no iTunes, não sobrecarregando os servidores da Apple. Isto resulta num sistema de autorização que não requer uma verificação de cada ficheiro à medida que ele é acedido/reproduzido, já que o iTunes armazena uma colecção de chaves de utilizador (user keys) para todos os ficheiros protegidos existentes na biblioteca pessoal do utilizador. No tocante à música adquirida na iTunes Store, os ficheiros são codificados em AAC a 128 Kbit/s e encriptados com a extensão (.m4p). Na prática, a qualidade é comparável à das músicas codificadas em MP3 a 160 Kbit/s constantes. Os ficheiros são armazenados na sua forma encriptada e só podem ser descodificados com o uso da chave de descodificação correcta. Apesar das licenças para a compressão AAC e o formato de arquivo ".m4p" estarem disponíveis abertamente, a Apple sempre optou por não vender licenças a outros distribuidores de média da Internet, ou seja, não concordou em licenciar seu esquema de criptografia FairPlay para outros fabricantes até recentemente. Refira-se que o formato mp3 não tem capacidade para armazenar informação de DRM, no entanto o formato AAC foi projectado com um mecanismo aberto para dar liberdade às empresas distribuidoras de implementarem a sua própria DRM.