Impressões Digitais Áudio

Em 1892/93 Sir Francis Galton, “provou” através de vários estudos científicos que não haviam duas impressões digitais humanas iguais. Dez anos depois a própria Scotland Yard aceitou um sistema criado por Sir Edward Henry para os padrões de vincos na pele dos dedos dos seres humanos, sistema que ainda hoje é utilizado para fazer a identificação de pessoas. No entanto já 2000 anos antes, os imperadores chineses usavam os polegares para assinar documentos.

Era então preciso encontrar a impressão digital, o identificador unívoco, dos sinais de áudio. Um objecto tão potente que desproveria todo o sinal de tudo o que lhe é irrelevante, guardando apenas as suas características mais profundas, conseguindo assim fazer corresponder eficientemente um sinal áudio à metadata que o caracteriza.

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Como referido no capítulo anterior a impressão digital áudio deve ser capaz de identificar o objecto que o descreve independentemente das distorções sofridas pelo sinal que lhe deu origem. Deve precisar apenas de pequenos excertos temporais de amostra para em poucos segundos fazer a identificação correcta do mesmo. Deve também ser capaz de ignorar falhas de sincronismo entre a amostra alvo e os ficheiros de áudio presentes na BD.