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Atentando agora à existência do multiview, isto é na combinação de imagens de várias câmaras, foi aberta uma nova oportunidade, e um novo desafio à codificação. Não só explorar a redundância temporal e espacial numa imagem, mas explorar múltiplas imagens captadas simultaneamente. Se no início se pensava em apenas uma câmara estéreo, explorando-se a redundância resultante das duas câmaras, com o Free viewpoint, aliou-se a utilização do DIBR com a predição de movimento de blocos. Tudo isto tentando-se sempre atingir uma boa taxa de compressão.
Aliás o 3D de base, pensando na estereoscopia, não é mais de que um multiview de apenas duas imagens. Curioso o facto, de para além de se poder retirar partido da redundância na imagem captada por cada olho do sistema visual humano, é possível codificar a imagem relativa a cada olho com bitrates diferentes, visto que existe uma dominância natural de um olho sobre o outro, isto é, um olho consegue perceber maior qualidade que o outro, normalmente o direito, conseguindo-se aumentar ainda mais o factor de compressão, e está demonstrado que a norma H.264 consegue tirar partido disso, resultando apenas um ligeiro aumento de largura de banda necessária.
Por fim resta acrescentar que os padrões de compressão estão a ser estudados por várias entidades, incluindo o comité MPEG e o chamado 3DAV.
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