|
O MP3 é um padrão bem
conhecido de codificação de
áudio. Foi divulgado muito fortemente, e desta forma é conhecido em
quase todo
o mundo. Na verdade, o MP3 é um formato muito bom, mas foi introduzido
à 10
anos atrás. Desde então, muitos outros formatos de áudio nasceram.
Muitas
empresas
informaram que iriam desenvolver
um codec para entregar a mesma qualidade do MP3, mas com metade do
ritmo
binário. O AAC é bom para compactar e também é bem conhecido, sendo por
isso o padrão para diferentes aparelhos, tais como iPhone, iPod e
iPad da Apple,
Nintendo Dsi e Wii, PlayStation 3, PlayStation Portable e a última
geração de
Walkman da Sony, os telemóveis da Sony Ericsson. As músicas fornecidas
pela iTunes Music Store (maior loja de música on-line) são codificadas
no formato AAC. O modo “High-Effficiency” do
AAC é parte dos padrões de rádio digital como o DAB+ e Digital Radio
Mondiale e
de televisão móvel DVB-H e ATSC-M/H.
Sendo assim, o maior
competidor do MP3 é, hoje em
dia, o AAC. Pensando desta forma, podemos dizer que o AAC é o sucessor
do MP3.
Analisando isto do
ponto de vista do negócio,
estudámos o que a maioria das pessoas pensa relativamente a estes dois
tipos de
formatos. Encontrámos informação gráfica de um estudo feito pela
“Google Trends”. O gráfico é apresentado de seguida, e mostra-nos que quando um grupo
de
pessoas pesquisa sobre um modo de converter AAC para MP3, o restante
grupo
procura, converter MP3 para AAC. Analisando o gráfico retiramos que
surpreendentemente estes grupos são iguais.

Gráfico – Diferença
entre a pesquisa “Converter AAC para MP3”, e o inverso.
O
Impacto nas aplicações P2P (peer-to-peer)
É relevante referir que
o facto de a codificação do áudio, e consequente criação de ficheiros
de
menores dimensões, levou a uma grande expansão de negócio nesta área.
Paralelamente
a isto, surgiram inúmeras aplicações de partilha de ficheiros, isto é,
aplicações peer-to-peer (P2P).
Estas aplicações permitem que inúmeros utilizadores
partilhem ficheiros entre si. Com a diminuição do tamanho de cada
ficheiro,
esta partilha será mais rápida, proporcionada uma maior largura de
banda disponível,
e desta forma inúmeras partilhas paralelas. Digamos que para as
empresas que desenvolvem
e focam o seu negócio nesta área, este negócio é “fácil, barato e dá
milhões”. Por
outro lado, existem sempre problemas, tais como a existência de vírus,
ficheiros alterados e a grande questão dos direitos de autor sempre
reclamada
pela indústria do áudio e do vídeo, que gastam grandes montantes de
dinheiro
para “destruir” os distribuidores de software de partilha de ficheiros
P2P. Um exemplo de um serviço online de partilha de
ficheiros foi o Napster, criado em 1999 e que rapidamente se focou no mercado.
O Napster foi descontinuado em 2001 depois de uma longa batalha judicial, o que
representou uma grande vitória para a indústria discográfica.

O 12º
Aniversário do MP3
A título de curiosidade
podemos afirmar que o MP3 celebra este ano o seu 12º aniversário. Na figura
seguinte apresenta-se uma imagem representativa do primeiro MP3 player lançado
no mercado pela CeBIT em 1998. Este MP3 player tinha uma memória flash de 32MB
e custava cerca de $250.
Figura – Primeiro MP3 player
|