Futuro

  Nos dias de hoje o streaming, live ou on-demand, está em todo o lado. Já ultrapassa o confinamento de plataformas comerciais e sociais como a Netflix ou o YouTube. Quem tiver um website pode fazer streaming de vídeo. Existem aplicações para dispositivos móveis que permitem fazer live streaming como é o caso do Periscope ou do Meerkat.
  Desenvolvimentos futuros poderão passar por melhorar a integração deste tipo de conteúdo, do ponto de vista de uma experiência mais fluída, sem que seja preciso que o utilizador atue. Isto já é feito em desktop browsers com reprodução automática, mas é atualmente bloqueado pela maior parte das operadoras móveis, devido a preocupações com a banda larga móvel [1].
  Existirá também um foco nos dispositivos móveis no que toca à reprodução de conteúdos em ecrãs mais pequenos, como os dos tablets e smartphones, levando à necessidade de existir num futuro próximo uma uniformização dos codecs de streaming utilizados para os diferentes sistemas. Prevê-se também que, com o aumento da eficiência de compressão (redução de largura de banda necessária), a qualidade do vídeo seja cada vez melhor. Começo da era 4K.
  Por último, mas não menos importante, existem outros dois aspetos que se acha serem de relevância. Um é a possibilidade de se vir a fazer transmissão em tempo real de conteúdos a três dimensões (vídeo 3D) e outro prende-se com uma experiência de visualização mais interativa para os utilizadores [2]. O vídeo 3D obriga apenas à transmissão de duas imagens por cena, em pontos de observação ligeiramente diferentes. O cérebro humano funde as duas imagens proporcionando uma sensação de profundidade, distância e tamanho dos objetos, o que cria a ilusão de uma terceira dimensão. Quanto à ideia de uma maior interatividade poderá ser oferecida ao utilizador um serviço do tipo multi-view. Isto é, ser-lhe dada a possibilidade de escolher qual o plano da câmara que quer assistir, havendo a hipótese de poder assistir a mais do que um em simultâneo.