Introdução
A necessidade de protecção de conteúdos multimédia não é uma novidade do séc. XXI. Na Era VHS, tanto consumidores como profissionais já eram confrontados com um “travão” quando tentavam replicar o conteúdo de uma cassete - o video scrambling. Com o mesmo intuito foi criada a encriptação CSS (content scramble system) para o DVD e, assim, começou a fazer sentido a sigla DRM - Digital Rights Management – um conceito que engloba tecnologia e lei, que se tornou numa questão quotidiana com a proliferação das ligações Internet de banda larga. A estrondosa presença actual de leitores multimédia portáteis como o iPod alterou o paradigma da apreciação dos conteúdos. O utilizador já não encara o computador de secretária como o (único) altar onde pode desfrutar dos conteúdos do seu agrado. Os conceitos de partilha e de armazenamento descentralizado dos conteúdos surgiram com as famílias do séc. XXI, que dispõem de 1-2 PC’s ou laptops e, por vezes, um leitor portátil por cada membro. Houve a necessidade, por parte das indústrias musical, filmográfica, de software, entre outras, de desenvolver tecnologias de protecção de conteúdos não só eficazes o suficiente para garantir viabilidade do modelo de negócio dos produtores e distribuidores, mas que também agradassem aos consumidores, não os impedindo de usufruir dos conteúdos quando e onde lhes aprouver. DRM não significa apenas proteção básica contra cópia de conteúdo digital (ebooks, mp3 ou vídeos DivX), mas sim técnicas para restringir o livre uso e transferência de conteúdo digital, desde a entrega ao utilizador final e a maneira como este faz uso do conteúdo. Serão abordados os aspectos relevantes da protecção de conteúdos multimédia projectada para o iTunes, tecnologias associadas, principais problemas enfrentados tanto pela Apple como pelos utilizadores e estratégias adoptadas na sua resolução.