O FUTURO
Segundo Paul Gray, TV Electronics Research da consultora DisplaySearch [19], “As pessoas compram 3D-TV apenas se existirem conteúdos disponíveis. Em 2010, esses conteúdos eram insuficientes de modo que não justificava o investimento”. Em suma, ainda existe uma enorme discrepância entre o preço dos displays e a quantidade de conteúdos 3D.
Espera-se que nos próximos anos existam cortes de preços e que à medida que a competição se acentua no mercado, a tecnologia evolua e mais conteúdos 3D sejam disponibilizados.
De acordo com a empresa de estudos de mercado DisplaySearch, e como se observa na Figura 8, a venda de displays 3D tende a crescer de forma exponencial em todo o mundo. Contudo, é de referir que a usabilidade e a facilidade do vídeo 3D em casa, são factores muito importantes para o seu sucesso, pelo que ainda existem desafios a superar no que toca ao uso de óculos especiais e à tecnologia dos ecrãs auto-estereoscópicos correntes.
Figura 8 - Previsão de unidades de televisores 3D (em milhares) vendidas nas diferentes regiões do mundo até 2014.
Em suma, acredita-se que num futuro não muito longínquo vão estar disponíveis ecrãs auto-estereoscópicos a um preço aceitável e conteúdos que sejam significativos para o consumidor querer mudar.
Com isto, a codificação 2D + depth-based é capaz de ganhar um peso bastante relevante na codificação 3D, pois permite com taxas mais baixas de bitrate criar efeitos tridimensionais de maior qualidade, ao sintetizar múltiplas vistas através de um número reduzido de vistas
Actualmente, reúnem-se esforços com intuito de unificar as técnicas exploradas no MVC com as técnicas de depth-based, para criar um codec mais poderoso a nível de compressão. De facto, verifica-se que quando o número de vistas aumenta, a eficiência do MVC é limitada. A norma 3DVC em desenvolvimento, permitirá que sistemas como free-viewpoint TV sejam viáveis em termos de débito. Na Figura 9, apresenta-se a arquitectura desta norma, onde se verifica a utilização das duas normas acima referidas em conjunto. Naturalmente, que isto implica um aumento de complexidade no descodificador, nunca antes visto. Contudo, tendo em conta a lei de Moore, no futuro, a complexidade inerente às rotinas algorítmicas e aos cálculos pesados que por vezes o descodificador tem que fazer na técnica de depth-based representation, serão pouco relevantes, tornando esta mais atraente a nível comercial.
Figura 9 - Arquitectura de alto nível da norma 3DVC.